As razões de Teori negar pedido de anulação do impeachment

As razões de Teori negar pedido de anulação do impeachment – O ministro Teori Zavascki, do STF, negou liminar da defesa de Dilma Roussef.

Poderia parecer normal, dentro do quadro de quebra dos valores democráticos e do Estado de Direito. Mas, ao ver os motivos do deferimento da liminar, causou-nos espanto.

Na notícia abaixo, da Agência Brasil, observamos, estarrecidos, a um completo distanciamento da realidade, lendo a decisão do Ministro.

As razões de Teori negar pedido de anulação do impeachment

As razões de Teori negar pedido de anulação do impeachment
As razões de Teori negar pedido de anulação do impeachment

Ora, segundo afirmação do Teori, a liminar foi negada porque, na decisão dos senadores não ficou demonstrado nenhum risco às instituições republicanas, ao Estado Democrático de Direito ou à ordem constitucional” que justifique a intervenção do Supremo.

A ordem constitucional não foi quebrada, quando um único poder se sobrepõe aos demais, como o Legislativo, que destituiu uma presidenta eleita, sem que houvesse crime?

Mas, o poder Executivo não faz parte dos pilares da República? O poder Judiciário não é um dos pilares da República?

E, mesmo assim, o STF se nega a entrar no “mérito” do impedimento, como tudo tenha sido feito de maneira legal pelos senadores?

Vive-se como se estivesse dentro de uma das fantásticas pinturas surreais de Dali, bem pelo menos muitos de nós, “marionetados” pela mídia dos barões, parecem que sim, dado o imobilismo!

Ainda bem que existem muitos (coloque muitos aí!) que sabem o que realmente está acontecendo em nosso País, e que irão lutar para devolver a democracia aos brasileiros!

As razões de Teori negar pedido de anulação do impeachment

André Richter – Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki negou hoje (20) liminar protocolada pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff para anular a decisão final sobre o impeachment, definida pelo Senado em agosto.

No recurso, a defesa de Dilma alegou que não houve motivo legal para o afastamento e que houve cerceamento de defesa em várias fases do processo.

Na decisão, o ministro disse que não ficou demonstrado, na decisão dos senadores que aprovaram o afastamento definitivo, nenhum “risco às instituições republicanas, ao Estado Democrático de Direito ou à ordem constitucional” que justifique a intervenção do Supremo.

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“Somente uma cabal demonstração da indispensabilidade de prevenir gravíssimos danos às instituições, ou à democracia ou, enfim, ao Estado de Direito é que poderia justificar um imediato juízo sobre as questões postas na demanda, notadamente para o efeito de antecipar qualquer dos provimentos antecipatórios requeridos”, afirmou Teori Zavascki.

Aurelio Martuscelli

Blogueiro, músico, pesquisador das relações humanas

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