
As mulheres da Região Nordeste e os jovens da Região Sudeste são os grupos que mais sofreram com o desemprego no 4º trimestre de 2025, segundo dado detalhados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) no final do ano passado divulgados nessa sexta-feira (20) pelo IBGE. A taxa de desocupação – porcentagem da força de trabalho não ocupada que busca emprego ativamente – foi estimada em 5,1% em todo o país no período, uma queda de 0,5 ponto percentual ante o 3º trimestre (5,6%).
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Mas há nuances regionais, por sexo e idade nesses valores. A Região Nordeste permaneceu apresentando as maiores taxas de desocupação ao longo de toda série, tendo registrado, no 4º trimestre de 2025, uma taxa de 7,1%.
Enquanto isso, a Região Sul teve a menor taxa de desocupação no último trimestre do ano passado (3,1%). A taxa do Sudeste foi de 4,8%, a do Centro Oeste ficou em 3,9% e a Região Norte apresentou 5,8%.
O Nordeste também mostrou forte discrepância na métrica por sexo, com a taxa de desemprego entre as mulheres chegando a 8,8%, ante 5,9% entre os homens. Na região Norte, a taxa entre as mulheres ficou em 7,8%, comparada a apenas 4,4% entre os homens. Mesmo com mais equilíbrios, as diferenças permaneceram nas regiões Sudeste (5,9% para mulheres e 3,9% para os homens), Centro Oeste (4,4% a 3,4%) e Sul (3,6% e 2,7%).
No Brasil, são 6,2% de mulheres desocupadas e 4,2% de homens desempregados.
Taxa de desocupação das pessoas com 14 anos ou mais de idade, por sexo e região no 4° trimestre/2025
No recorte por idade, foi a vez da Região Sudeste liderar, quando considerada a faixa populacional entre 14 e 17 anos, com 22,8% dos jovens desocupados. A taxa do Nordeste nessa faixa atingiu 21,7% e chegou a 20,8% na Região Centro Oeste. As taxas menores para essa faixa estão da região Sul (15,8%) e Norte (12,2%). A taxa geral no Brasil ficou em 19,9%.
A liderança na faixa de idade entre 18 a 24 anos volta a ser do Nordeste, com 16,7% de desempregados no 4º trimestre de 2025. A região também está à frente nas fixas de 25 a 39 anos, de 40 a 59 anos e acima dos 60, mas com taxas bem mais baixas.
Em todo o Brasil, a taxa de desocupação para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto, de 8,7%, era superior à verificada para os demais níveis de instrução. Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 5,6%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo, de 2,7%
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