
20 Fev (Reuters) – O espólio de Jeffrey Epstein concordou em pagar até US$35 milhões para resolver uma ação coletiva que acusava dois dos assessores do financista de auxiliar e incentivar o tráfico sexual de mulheres jovens e adolescentes, de acordo com um documento judicial apresentado na quinta-feira.
Boies Schiller Flexner, um escritório de advocacia que representa as vítimas de Epstein, anunciou o acordo em um documento apresentado ao tribunal federal de Manhattan.
O acordo, se aprovado por um juiz, encerraria uma ação judicial movida em 2024 contra o ex-advogado pessoal de Epstein, Darren Indyke, e o ex-contador Richard Kahn, que são coexecutores do espólio de Epstein.
O espólio de Epstein criou anteriormente um fundo de restituição que pagou US$121 milhões às vítimas. O espólio também pagou US$49 milhões em acordos adicionais às vítimas.
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Nem Indyke nem Kahn ‘fizeram qualquer admissão ou concessão de má conduta’ como parte do acordo divulgado na quinta-feira, disse seu advogado, Daniel H. Weiner, em comunicado enviado por email.
‘Como não fizeram nada de errado, os coexecutores estavam preparados para lutar contra as acusações contra eles até o julgamento, mas concordaram em mediar e resolver este processo para chegar a uma conclusão definitiva sobre quaisquer possíveis reclamações contra o espólio de Epstein’, disse Weiner.
Weiner disse que o acordo proporcionaria ‘uma via confidencial para alívio financeiro’ para as vítimas de Epstein que ainda não resolveram as reclamações contra o espólio.
Epstein morreu em uma prisão de Nova York em agosto de 2019. Sua morte foi considerada suicídio.
No processo de 2024, os advogados da Boies Schiller Flexner afirmaram que Indyke e Kahn ajudaram Epstein a criar uma complexa rede de empresas e contas bancárias que lhe permitiam ocultar os seus abusos e pagar às vítimas e recrutadores, deixando-os ‘ricamente compensados’ pelo seu trabalho.
O escritório de advocacia já havia ajudado a obter US$365 milhões em acordos com o JPMorgan Chase e o Deutsche Bank após acusá-los de ignorarem sinais de alerta sobre Epstein, que já foi um cliente lucrativo.
(Reportagem de Jan Wolfe)
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