
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato a presidente da República, se reúne na manhã de sexta-feira (27) com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O encontro, que ocorrerá no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista, será a portas fechadas, sem a presença da imprensa. Estará presente também o senador Rogério Marinho (PL-RN).
De lá, o trio seguirá para a Assembleia Legislativa, próximo ao Parque Ibirapuera, onde haverá uma homenagem ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. É esperado que governador e senador façam pronunciamento na sede do Legislativo estadual.
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No primeiro compromisso, Tarcísio e Flávio vão discutir estratégias das campanhas que começarão em breve, seja em relação à criação de palanques, seja para a escolha das candidaturas que ainda estão pendentes, como o segundo postulante ao Senado — a primeira vaga é de Guilherme Derrite (PP-SP) — e o candidato a vice-governador, atualmente disputado entre PSD e o PL, que tem feito pressão para a indicação do presidente da Alesp, André do Prado (PL).
“Vai ser uma conversa ótima, excelente, com certeza. A gente vai estar lá com o Flávio, com o Rogério Marinho. Vamos tratar de estratégia aí para a campanha, como que a gente vai ajudar nessa campanha do Flávio. Eu tenho certeza aí que vai ser muito importante. Ele vai contar com o nosso apoio aqui no estado de São Paulo. Vamos fazer o melhor trabalho possível para garantir o melhor palanque para ele possível aqui também no nosso estado. Vamos falar de projeto para o país, porque eu acho que o que as pessoas estão carentes é de um projeto, de uma direção. Elas estão carentes de uma visão de convergência” afirmou o governador esta semana.
O encontro entre Flávio e Tarcísio ocorrerá dois dias depois de o senador deixar vazar anotações escritas à mão e que continham pendências a serem resolvidas em diversos estados. No tópico São Paulo, por exemplo, havia no topo da primeira página o lembrete “ligar Tarcísio”. O nome do vice, Felício Ramuth (PSD), aparece com um “$”. Ramuth é alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, conforme mostrou o GLOBO na semana passada. Há ainda a pergunta “André do Prado vice?”.
Na segunda parte da agenda de Flávio em São Paulo, o presidenciável vai se encontrar com o presidente de seu partido, que não foi convidado para o café da manhã no Palácio dos Bandeirantes. Na Alesp, Valdemar Costa Neto receberá o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo, a maior honraria da Casa.
Proposta pelo deputado André do Prado, a homenagem “tem como objetivo reconhecer a trajetória política e os serviços prestados à vida pública por Valdemar Costa Neto, que foi deputado federal por seis mandatos e é atualmente presidente nacional do Partido Liberal (PL), legenda que se consolidou como o maior partido político do Brasil”, diz o comunicado oficial.
Nos bastidores, há quem diga que a graça ofertada a Valdemar pode se tornar em uma espécie de deferência ao próprio André do Prado, segundo um deputado da base aliada que estará no plenário na sexta. Nesta semana, alguns parlamentares e o cacique Valdemar intensificaram a pressão para que o parlamentar fosse o escolhido de Tarcísio como seu vice nas eleições de outubro.
“Eu acho que é um direito nosso. Na outra eleição eu cedi para o (Gilberto) Kassab, agora é a nossa vez, e nós temos a maior bancada. Mas isso depende dele. O André seria um ótimo nome”, afirmou Valdemar, na segunda-feira (23).
No dia seguinte, Tarcísio, demonstrando desconforto ao ser perguntado sobre a pressão de Valdemar, disse que nenhuma legenda possui direitos de pleitear o posto.
“Não, não tem isso. Não existe isso. Não existe esse negócio de direito do partido”, afirmou Tarcísio.
Desde antes do Carnaval, circula na Alesp uma carta em que o Prado é citado como homem conciliador e responsável por destravar questões importantes para a atual gestão estadual, como a privatização da Sabesp. Até o momento, há 20 assinaturas e a meta é chegar a 40 nomes.
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