
Os Emirados Árabes Unidos e o Catar estão, em conversas reservadas, pressionando aliados para que os ajudem a convencer o presidente Donald Trump a buscar uma rota de saída que mantenha curtas as operações militares dos EUA contra o Irã, segundo pessoas a par do assunto.
Os dois países tentam formar uma ampla coalizão para promover um fim rápido e diplomático ao conflito, disseram essas pessoas, de modo a evitar uma escalada regional e um choque prolongado nos preços de energia. Elas falaram sob condição de anonimato por tratarem de temas que não foram tornados públicos.
Clima no Pentágono é de “paranoia” após ataque ao Irã, diz jornal
Relato obtido pelo Washington Post aponta preocupação com duração do conflito e estoques de defesa dos EUA
Várias aeronaves dos EUA foram abatidas e caíram no Kuwait, dizem autoridades
Ministério da Defesa do Kuwait diz que múltiplos aviões dos EUA caíram, mas que tripulantes sobreviveram
Uma avaliação do Catar compartilhada com a Bloomberg News alertou que, se as rotas de navegação na região continuarem fortemente afetadas até o meio desta semana, é esperado um movimento ainda mais significativo nos preços do gás natural do que o forte salto registrado na segunda-feira.
O Catar interrompeu a produção de gás natural liquefeito no maior terminal de exportação do mundo depois de o complexo ter sido alvo de um ataque de drone iraniano, o que levou os preços do gás na Europa a dispararem mais de 50%.
Nos bastidores, tanto os Emirados quanto o Catar trabalham para reforçar rapidamente suas capacidades de defesa aérea, disseram as fontes. Autoridades do Escritório Internacional de Mídia do Catar e do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não responderam de imediato a pedidos de comentário.
Os Emirados solicitaram ajuda de seus aliados com sistemas de defesa aérea de médio alcance, enquanto o Catar pediu apoio especificamente para lidar com ataques de drones — que se tornaram uma ameaça maior do que mísseis balísticos —, acrescentaram as pessoas. Os estoques de mísseis interceptadores Patriot do Catar devem durar quatro dias no ritmo atual de uso, segundo uma análise interna vista pela Bloomberg News.
O presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, e o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, fizeram ligações telefônicas a vários líderes europeus nos últimos dias, incluindo o britânico Keir Starmer, o francês Emmanuel Macron e o alemão Friedrich Merz.
© 2026 Bloomberg L.P.
The post Emirados Árabes e Catar pedem a aliados ajuda para Trump recuar em crise com Irã appeared first on InfoMoney.
