
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) autorizou nesta quarta-feira (4) o recolhimento, junto às instituições financeiras, da antecipação correspondente a 60 meses de contribuições para recomposição de caixa do fundo, no valor estimado de R$ 32,5 bilhões. A medida, que será efetivada em 25 de março, foi informada às instituições na própria quarta-feira.
“A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, afirmou a instituição em comunicado à imprensa divulgado nesta quinta-feira (5).
A antecipação das contribuições ordinárias havia sido deliberada em reunião do Conselho de Administração do FGC no início de fevereiro. A decisão foi tomada no contexto dos pagamentos feitos pelo fundo em razão da liquidação dos bancos Master, Will Bank e Reag. Depois disso, o Banco Central determinou também a liquidação do Banco Pleno.
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Pagamentos em andamento
O FGC informou que, até esta quinta-feira, já foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, que envolve o Banco Master, o Master de Investimento e o Letsbank. O valor equivale a 94% do montante total previsto.
Até o momento, 675 mil credores do Master receberam os valores devidos, o que corresponde a 87% do número total de pessoas com direito à garantia.
No caso do Will Bank, o FGC estima que serão pagos R$ 6,3 bilhões. Os pagamentos começaram em 13 de fevereiro, com clientes diretos do banco que têm valores inferiores a R$ 1.000 a receber. Até agora, já foram pagos R$ 115 milhões.
Aproximadamente 935 mil credores do Will Bank já receberam os valores, o que representa 15% do total de 6 milhões de pessoas que atendem aos requisitos para receber a antecipação da garantia — isto é, clientes diretos com valores menores a receber.
Já no caso do Banco Pleno, a base estimada de credores é de 160 mil pessoas, somando R$ 4,9 bilhões em garantias. Os pagamentos ainda não começaram.
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