
O Irã teria indicado que poderia entregar seus estoques de urânio enriquecido, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quarta-feira, acrescentando que a transferência é uma das principais prioridades do presidente Donald Trump.
Trump diz que um dos principais motivos para iniciar a guerra era impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear, intenção que o Irã há muito nega.
“Essa é uma linha vermelha da qual o presidente não vai se afastar, e ele está comprometido em garantir que isso aconteça”, disse Leavitt em uma coletiva de imprensa.
Questionada se Teerã deu alguma indicação de que entregaria o urânio, Leavitt respondeu: “Sim, eles indicaram”, sem entrar em detalhes.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) calcula que quando Israel lançou seus primeiros ataques em junho, o Irã tinha 440,9kg de urânio enriquecido a 60%. Se enriquecido a uma pureza superior, poderia fornecer o suficiente para 10 armas nucleares, de acordo com um parâmetro da AIEA.
O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico.
Quase metade do urânio enriquecido do Irã com até 60% de pureza foi armazenada em um complexo de túneis em Isfahan e provavelmente ainda está lá, disse o chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU, Rafael Grossi.
O complexo de túneis é o único alvo que parece não ter sido seriamente danificado nos ataques realizados em junho passado por Israel e pelos EUA contra instalações nucleares do Irã.
“No momento, ele está enterrado e estamos observando. Sabemos exatamente o que eles têm, e eles sabem disso”, disse a jornalistas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, nesta quarta-feira, afirmando que Washington se reserva o direito de lançar ataques militares adicionais, visando o urânio enriquecido, se necessário.
Em um discurso à nação na noite desta quarta-feira, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que o urânio enriquecido de Teerã seria removido por acordo ou pela força.
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