
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (20) que o preço dos combustíveis está mais baixo no país após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 2 de janeiro, citando valores abaixo de US$ 2 por galão.
Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o líder americano destacou que o país invadido tem cooperado com Washington e que, graças a isso, os EUA teriam obtido 50 milhões de barris de petróleo venezuelano.
Segundo Trump, a iniciativa permitirá que a Venezuela “faça mais dinheiro” do que nos últimos 20 anos.
“Na semana passada conseguimos 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela. Tem sido uma coisa fantástica, foi um país incrível há 20 anos, mas as políticas acabaram com ele, e estamos ajudando”, disse.
“Esses 50 milhões de barris serão divididos com eles e vão trazer mais dinheiro para eles. A Venezuela tem ido muito bem, agradecemos a cooperação”, completou Trump.
Venezuelanos no exterior avaliam retorno após queda de Maduro e promessa de transição
Exilados dizem querer ajudar na reconstrução, mas ainda temem repressão e incerteza política
Trump fala em negociações imediatas por Groenlândia e diz que não usará força
Em Davos, presidente dos EUA volta a defender aquisição do território por razões estratégicas, afirma que não usaria força e critica aliados da Otan
Trump também afirmou que, logo após a invasão, a Venezuela decidiu negociar um acordo com o governo dos Estados Unidos e sugeriu que outros países sigam o exemplo. “A Venezuela vai se sair bem. Assim que o ataque terminou, eles disseram: ‘vamos fazer um acordo’. Mais pessoas deveriam fazer isso”, declarou.
Europa “não está no caminho certo”
O presidente americano voltou a criticar líderes europeus, afirmando que o continente “não está no caminho certo”. Segundo ele, alguns lugares na Europa “já não são reconhecíveis”.
As declarações ocorrem no momento em que os EUA ameaçam impor tarifas progressivas a oito países europeus, ao mesmo tempo em que pressionam pela aquisição da Groenlândia, território pertencente à Dinamarca.
No discurso, Trump elencou feitos de seu primeiro ano no novo mandato e disse que o objetivo da imposição de tarifas é fazer com que outros países paguem os “prejuízos” causados aos EUA.
“Com tarifas, reduzimos o déficit comercial americano, que era um dos maiores do mundo, sem causar inflação”, afirmou, destacando que as medidas já ajudaram a reduzir o déficit mensal em 77%.
Ao justificar a pressão sobre outros países, Trump afirmou que “quando os EUA vão bem, os outros países acompanham”.
Ele também exaltou a demissão de funcionários do governo, cortes em gastos federais, a abertura de fábricas de aço e avanços no setor energético, que, segundo ele, reduziram a dependência externa.
Ao falar sobre o seu primeiro ano no novo mandato, Trump exaltou a demissão de funcionários do governo e cortes em gastos federais com a abertura de fábricas de aço e os avanços no setor energético, o que diminui a dependência externa.
Trump disse ainda que a produção de gás natural está “em máximas históricas” e que os EUA “estão com tudo” na energia nuclear. “Podemos ter energia nuclear a bons preços e de forma segura”, declarou.
The post Trump exalta petróleo da Venezuela e critica Europa “fora do caminho” em Davos appeared first on InfoMoney.
