A BMW revelou o novo Série 7, que ainda não se trata de uma nova geração, mas de uma atualização profunda para adequar-se ao novo conceito Neue Klasse de estilo e tecnologia da marca. Entre as novidades, o sedã mais luxuoso da alemã contrasta um estilo externo mais sóbrio a uma cabine exótica – mas tecnológica.
Na aparência, o Série 7 2027 assume a responsabilidade de ditar com serão as reestilizações de modelos que ainda não terão novas gerações, como o Série 5. Os primeiros carros de nova geração da BMW são as variantes elétricas de Série 3 e X3 (i3 e iX3). Não por acaso, é possível ver alguns elementos dos modelos no “irmão” maior, mas com limitações.
A dianteira do Série 7 (ou i7, no caso do elétrico) mantém a temática de faróis separados do modelo lançado em 2022, com elementos de leds próximos ao capô e, os faróis principais, no para-choque. Mas adotam-se traços e formatos mais retos e quadrados. A grade segue com a borda iluminada, mas está menor e adota barras horizontais.
Há maior impacto para as novidades da traseira do sedã. Ele passa a ter lanternas maiores, que se prolongam até centro da tampa do porta-malas, mas não se unem, em clara referência ao novo iX3. De lado, as rodas são novas e variam de acordo com cada versão, com 20 ou 22 polegadas.

As imagens divulgadas, vale dizer, mostram a versão 740 xDrive (combustão) com pintura em dois tons – que, segundo a marca, leva 75 horas de trabalho – e a i7 60 xDrive (elétrica) em pintura convencional.
Telas panorâmicas e em itálico
Se o exterior do novo Série 7 tem mudanças mais contidas e mantém a aparência sóbria, o interior foi completamente reformulado e pode causar estranheza em um primeiro contato.

O painel deixa de ter o conjunto curvo de telas para ter dois níveis de visores, e não há mais uma tela que represente exclusivamente um quadro de instrumentos à frente do motorista. Este foi substituído por uma tela panorâmica instalada na base do para-brisa, que mostra as informações necessárias para a condução, bem como permite a personalização de outros dados, como previsão do tempo e mídia.

Mais à frente, em posição convencional, está a central multimídia com uma grande tela de 17,9 polegadas, acompanhada por uma segunda tela, à frente do passageiro, com 14,6 polegadas. Nada convencional, porém, é o formato de ambas as telas: elas são inclinadas e parecem estar em itálico.
Outras mudanças incluem um console central reformulado, com comandos físicos menores, novo layout das portas e um volante de quadro raios com desenho ousado.

Passando para o banco de trás, continua lá a tela de 31,3 polegadas com resolução 8K destinada aos passageiros. Mas ela também evoluiu. Agora, é sensível ao toque, possui entrada HDMI e suporta videochamadas pelo app Zoom. De série, o modelo é equipado com um sistema de som Bowers & Wilkins de 18 alto-falantes e 575 Watts mas, como opcional, há um Bowers & Wilkins Diamond, de 36 alto-falantes e 1.925 Watts – com Dolby Atmos.

Há mais atualizações de sistemas graças à nova arquitetura elétrica herdada dos novos i3 e iX3, embora a plataforma do Série 7/i7 permaneça a mesma. Há suporte de comandos de voz com IA da Alexa+, controles para residências, 20 vezes mais poder de processamento, além de uma otimização no cabeamento, que reduz cerca de 610 metros de cabos.
Os sistemas de ADAS dão um passo à frente e outro atrás. Em nível 2, eles buscam ser o menos invasivos possível, ao contrário da tendência chinesa de auxílios que invadem a condução de forma incômoda.

Para isso, o novo Série 7 tem um rastreamento ocular do motorista para o assistente de manutenção em faixa. Assim, o sistema monitorará o motorista e só fará alguma intervenção caso perceba que ele está, de fato, saindo involuntariamente da faixa. Outra inclusão foi a frenagem automática de emergência para animais silvestres. Por outro lado, o modelo perde a capacidade de direção autônoma de nível 3, provavelmente puxada pelas burocracias de legislação.

Combustão e elétrico têm novidades
O BMW Série 7 2027 segue com opções de motores a combustão e elétricos. No primeiro caso, a marca apresentou, por ora, as versões 740 e 740 xDrive – com tração traseira e integral, respectivamente. A configuração 760i xDrive, com motor V8, não foi citada, mas poderá aparecer em outro momento.
Para ambas as 740, o motor é um 3.0 de seis cilindros em linha com 400 cv de potência, 20 cv a mais do que no modelo anterior. Segundo a marca, com a tração integral, o modelo vai de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos.

No elétrico i7, as duas configurações apresentadas guardam diferenças consideráveis, mas têm a mesma bateria, que é nova. Trata-se de novas células cilíndricas de sexta geração, com 112,5 kWh (10% a mais) e capacidade de recarga de até 250 kW (antes, eram 195 kW máximos). Há ainda uma porta de recarga do tipo NACS.
A versão de entrada será a 50 xDrive, que substitui a antiga eDrive 50. Ou seja, troca a tração traseira pela integral. São 455 cv de potência e um 0 a 100 km/h em aproximadamente 5 segundos, ainda sem autonomia declarada.

No topo da gama fica a 60 xDrive, que mantém seus 544 cv de potência, mas eleva a autonomia de 500 km para 563, no ciclo WLTP. Segundo a marca, ele vai de 0 a 100 km/h em cerca de 4,5 segundos.
Por fim, para 2027, a BMW já confirma a versão híbrida plug-in 750e xDrive, que combina um motor 3.0 de seis cilindros a outro elétrico, chegando aos 490 cv – mesma especificação anterior. O tempo de 0 a 100 km/h também se mantém em 4,6 segundos.
