A Orquestra Sinfônica de Campinas tem um novo maestro. A Prefeitura publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (27) a nomeação de Evandro Matté como regente titular e diretor artístico do grupo. Ele foi o primeiro colocado na lista tríplice elaborada pelos músicos da própria orquestra.
Matté assume o posto no lugar de Carlos Prazeres, que pediu desligamento por motivos pessoais e familiares (entenda mais abaixo). O antigo titular permaneceu na função até fevereiro deste ano.
Com atuação relevante no cenário da música de concerto, Evandro Matté foi Diretor Artístico da OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) entre 2015 e 2024, além de conduzir as funções de Diretor Artístico do Festival Internacional SESC de Música – Pelotas, da OTSP (Orquestra Theatro São Pedro) e dos CCZ (Concertos Comunitários Zaffari) – conheça sua trajetória abaixo.
A definição do nome ocorreu após uma reunião virtual realizada na última sexta-feira (24), quando o maestro recebeu o convite oficial da Prefeitura de Campinas. Participaram do encontro o prefeito Dário Saadi (Republicanos), a secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, e o diretor da orquestra, Wanilton Mahfuz.
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O prefeito destacou o perfil do novo regente.
“Evandro Matté tem um perfil de excelência na música e conhecimento da gestão pública, características fundamentais para representar uma orquestra como a de Campinas”,
afirmou.
Ao assumir o cargo, Evandro Matté celebrou a escolha.
“Será uma alegria imensa fazer parte da Orquestra Sinfônica de Campinas, que tem uma história relevante. Estou feliz com a indicação do meu nome por parte dos músicos e com o convite”,
disse.
Como foi a escolha do novo maestro
A escolha foi conduzida pela Associação dos Músicos da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, responsável por organizar a votação interna que definiu a lista tríplice.
Inicialmente, os músicos indicaram nomes livremente; depois, os mais votados foram reunidos em uma lista com 10 nomes; na sequência, o grupo foi reduzido a cinco candidatos; e, por fim, nova votação definiu os três indicados encaminhados à Prefeitura de Campinas. Além de Matté, também integraram a lista tríplice os maestros Knut Andreas e Gustavo Fontana Kadekjian.
Segundo a secretária Alexandra Caprioli, o procedimento seguiu o regimento e valorizou a participação dos músicos.
“Seguimos o regimento e valorizamos a participação dos músicos em todas as etapas. A escolha reforça a legitimidade do processo e aponta para uma gestão artística alinhada com a Orquestra”,
disse.
Quem é Evandro Matté
Evandro Matté iniciou os estudos musicais aos 7 anos, no trompete. Aos 15, passou a integrar a Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul, na sua cidade natal. Mais tarde, radicado em Porto Alegre, estudou na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e, aos 19 anos, assumiu como trompetista da instituição.
Graduou-se em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e se especializou na Universidade de Georgia (EUA) e no Conservatoire de Bordeaux (França).
A partir de 2007, passou a atuar como regente, assumindo a Orquestra Unisinos Anchieta. À frente do grupo, gravou quatro álbuns com destaque para compositores latino-americanos.
Foi Diretor Artístico e Maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre por uma década e tem atuado frente a orquestras no Brasil e em diversos países, como Áustria, Argentina, Uruguai, República Tcheca, Croácia, Itália, China, Chile, Alemanha, México, Espanha, Polônia, Portugal e EUA.
É o fundador do Festival Internacional SESC de Música (Pelotas), um dos maiores festivais de música de concerto da América Latina. Por sua contribuição cultural ao desenvolvimento das artes francesas no Brasil, em 2019 foi condecorado pelo Ministère de la Culture da França com a insígnia de Chevalier de l´Ordre des Arts et des Lettres.
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Projetos e gestão cultural
Com experiência tanto artística quanto administrativa, o maestro é reconhecido por liderar projetos estruturantes, como turnês internacionais, festivais e programas sociais de formação de músicos.
Entre as iniciativas, estão a criação do Teatro Unisinos e da Casa da OSPA, além da implementação de ações sociais voltadas à música de concerto.
Por que Carlos Prazeres saiu da Orquestra?
A saída de Carlos Prazeres foi anunciada em dezembro do ano passado. Na ocasião, o maestro explicou que a decisão estava relacionada à necessidade de se dedicar mais à família, especialmente para acompanhar a saúde da mãe.
“Essa decisão foi tomada pensando que neste momento eu preciso garantir um tempo de presença com minha família. Preciso acompanhar mais de perto a condição de saúde da minha mãe. Eu vivo uma rotina com bastante viagens e isso estava influenciando neste momento em que preciso me dedicar mais à minha família. Foram três anos lindos com a Orquestra Sinfônica de Campinas. Aqui fiz amigos. É muito gratificante saber que saio com esse vínculo de amizade e de portas abertas. Eu quero voltar mais vezes para reger concertos. Vocês me convidam?”,
disse.
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