
(Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (21) que o Brasil precisa reforçar suas fronteiras e sua segurança, e citou o presidente norte-americano, Donald Trump, como um risco para a Amazônia.
“Esse país tem que resolver seus problemas de segurança… Não pode ficar desguarnecido como está. Qualquer um que quiser invadir vem e invade porque a gente não tem a segurança necessária, porque nunca pensamos nisso”, disse Lula em discurso no Espírito Santo.
“Agora que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem disse que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, acrescentou.
Lula também disse no discurso que levou a Trump, no encontro entre ambos este mês em Washington, o nome do empresário brasileiro radicado nos EUA Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, que é procurado pela Justiça.
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“Eu entreguei para Trump o endereço da casa dele e o nome dele. Quer combater o crime organizado, me entregue esse aí”, disse.
Magro foi alvo de operações da Polícia Federal que apuram fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis, inclusive com suspeitas de elo com organizações criminosas. O empresário ainda é considerado o maior devedor de impostos do país, com dívidas milionárias com a União e os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
O nome de Magro foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, que indica criminosos procurados no mundo todo.
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