O GM (Guarda Municipal) Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, foi denunciado à Justiça pelos crimes de feminicídio e violência doméstica após matar a tiros a noiva, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, durante a festa do próprio casamento, em Campinas. O agente está preso desde o crime, ocorrido em 9 de maio.
MP denuncia guarda por feminicídio com agravantes
O Ministério Público de São Paulo confirmou nesta sexta-feira (22) que apresentou denúncia contra o guarda municipal.
Segundo o MP, Daniel vai responder por feminicídio e violência doméstica e familiar, com agravantes por uso de meio cruel e emboscada.
A defesa do acusado informou que está dentro do prazo para apresentação da resposta à acusação e que pretende reiterar o pedido de liberdade provisória.
O inquérito policial havia sido concluído pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas na última sexta-feira (15).
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Crime aconteceu durante festa de casamento
De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que o casal discutiu durante a confraternização do casamento e entrou em luta corporal.
Na sequência, o guarda pegou a arma funcional, agrediu Nájylla e efetuou disparos antes de deixar o local.
Ainda segundo a investigação, Daniel retornou depois à residência e realizou novos disparos contra a vítima. Nájylla chegou a ser socorrida pelo Samu, mas morreu após os ferimentos.
Peritos que estiveram no local apontaram que a vítima teria sido encurralada antes de ser baleada. O caso foi registrado como feminicídio.
Nájylla era mãe de três filhos e cursava Direito
Nájylla Duenas Nascimento tinha 34 anos e era mãe de três filhos: um adolescente de 15 anos e duas meninas, de 11 e 8 anos, de relacionamentos anteriores.
Segundo familiares, ela realizava o sonho de cursar Direito em uma faculdade online. Na véspera do casamento, a vítima enviou mensagem para uma familiar comemorando a união.
“Quem diria que um dia ia me casar”, escreveu.
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Guarda trabalhava na corporação desde 1998
Daniel Barbosa Marinho integrava a Guarda Municipal de Campinas desde 1998 e atuava internamente em uma das bases operacionais da corporação.
Em nota, a Guarda lamentou o caso e afirmou manter compromisso no combate à violência.
A corporação também informou que instaurou procedimento administrativo disciplinar e determinou o afastamento preventivo do agente por 90 dias. O processo pode resultar na demissão do servidor que responde por feminicídio.
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“Onde ela ia, ele tinha que estar junto”, diz prima

A prima da vítima, Caroline Cristine Duenas, afirmou que o relacionamento era marcado por brigas frequentes e por um comportamento controlador por parte de Daniel.
“Ela ia num salão de beleza. Ela ia fazer uma unha. Ele tinha que estar junto. Ele tinha que estar no meio. Se tivesse, tipo, eu e ela conversando aqui, ele tinha que estar no meio pra escutar o que ela tava fazendo.”
Apesar das discussões constantes, Caroline afirmou que o casal parecia viver um período de estabilidade nos últimos meses.
“Eles sempre tiveram uma relação conturbada. Sempre brigaram. Só que fazia desde janeiro que eles não brigavam mais. Já tinha uns quatro meses que eles não brigavam, não bebiam, não faziam nada. Estavam de bem, aí casaram, aconteceu isso.”
Família relata histórico de violência antes do feminicídio

A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, de 49 anos, afirmou que Daniel apresentava comportamento agressivo quando consumia bebida alcoólica.
Segundo ela, a filha havia sido alertada sobre as agressões, mas decidiu continuar no relacionamento.
“Não é fácil, meu filho. Só Deus”, disse Rosilaine, abalada, na véspera do Dia das Mães.
A mãe contou ainda que Nájylla realizava o sonho de cursar Direito em uma faculdade on-line.
“Espero justiça pela minha filha.”
Nájylla era a mais velha de quatro irmãos. A família, que mora no Paraná, viajou para Campinas no domingo (10) para acompanhar a liberação do corpo e os preparativos do velório.
Guarda acionou a própria corporação após o crime

Segundo a Guarda Municipal de Campinas, o próprio Daniel Barbosa Marinho acionou a corporação após o feminicídio durante o casamento. Ele foi encaminhado para a 2ª DDM, onde permaneceu preso. A prisão foi convertida em preventiva.
Este é o segundo caso de feminicídio registrado em Campinas em 2026.
Em nota, a Guarda Municipal lamentou o crime e reafirmou o compromisso da corporação no combate à violência contra a mulher.
A Corregedoria instaurou procedimento administrativo disciplinar e determinou o afastamento preventivo do agente por 90 dias. O processo pode resultar na demissão do servidor.

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