Uma moradora de Vinhedo entrou na Justiça contra uma clínica veterinária após receber, por engano, uma injeção com medicamento que seria aplicada em sua cachorra. O caso aconteceu em janeiro de 2024, mas a ação judicial foi protocolada apenas em maio de 2026. No processo, a tutora pede uma indenização de R$ 52,3 mil por danos morais e materiais.
Segundo a ação, o incidente ocorreu no dia 13 de janeiro de 2024, quando a tutora levou sua cachorra, Olívia, ao Hospital Veterinário Pet Son, em Vinhedo. Na ocasião, o animal apresentava dores em uma das patas.
Durante o atendimento, a veterinária que atendeu o caso recomendou a aplicação de um medicamento injetável no animal, que estava no colo da tutora. No momento da aplicação, a profissional teria aplicado o conteúdo da seringa no braço da mulher.
De acordo com o processo, a veterinária reconheceu imediatamente o erro e informou que o medicamento utilizado era um antibiótico de uso veterinário. Na ação, a substância é citada como enrofloxacino, que é indicado para o tratamento de infecções em animais.
Tutora relatou dor intensa e ardência após incidente
A tutora relata que, após o episódio, sentiu dor intensa e ardência e procurou atendimento na Santa Casa, onde recebeu medicação para combater uma reação alérgica.
Dias depois, a mulher buscou um novo atendimento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na unidade médica, ela realizou exames e continuou o tratamento com antibióticos e corticoides por causa de um edema no braço.
Caso foi registrado como lesão corporal culposa
Ainda em janeiro de 2024, o caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa. Ou seja, quando não há intenção de provocar dano. Porém, a investigação acabou resultando em um termo circunstanciado, quando uma ocorrência é considerada de menor potencial ofensivo.
Com isso, a veterinária firmou acordo com o Ministério Público, com pagamento de um salário mínimo como prestação pecuniária. Entretanto, a medida não previa uma indenização direta à vítima.
Tutora pede indenização por danos morais e materiais
Na ação, a tutora pede R$ 2.357,18 referentes a despesas médicas, exames e medicamentos, além de R$ 50 mil por danos morais. A defesa da mulher afirma que lamenta o ocorrido e a necessidade de recorrer ao Judiciário para buscar reparação pelos danos sofridos e que as demais manifestações serão feitas no decorrer do processo.
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O que diz a clínica veterinária?
Em nota, a clínica veterinária responsável pelo atendimento afirmou que o caso foi um episódio isolado e que a tutora do animal recebeu assistência imediata após o ocorrido.
“A Clínica Veterinária Pet Son informa que o episódio mencionado se refere a um fato isolado ocorrido em 2024 e que, desde o primeiro momento, a situação recebeu acompanhamento e assistência por parte da equipe responsável.
A clínica atua há mais de 13 anos na cidade de Vinhedo, sempre pautando sua conduta pelo atendimento humanizado, respeito aos animais, responsáveis e colaboradores, jamais tendo registrado episódio semelhante em sua trajetória.
Em razão da existência de demanda judicial em andamento, ainda sem que a clínica tenha sido formalmente citada nos autos, e em respeito ao regular andamento processual, a clínica entende não ser adequado antecipar discussões técnicas ou jurídicas sobre o caso neste momento.
De todo modo, causa estranheza à clínica o fato de a reportagem já ter tido acesso às imagens do episódio antes mesmo da formalização da citação, sobretudo porque o acesso aos autos processuais ocorre mediante habilitação específica e fica regularmente registrado no sistema judicial.
A Pet Son reafirma sua confiança na adequada apuração dos fatos pelas vias institucionais competentes e permanece à disposição para os esclarecimentos pertinentes”, disse.
*Com informações do g1 Campinas
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