Duas empresas do setor de combustíveis da região foram alvo da operação “Fluxo Oculto”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) pela Receita Federal e pelo Ministério Público, com apoio do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia). A ação é a segunda fase da operação “Carbono Oculto”, que investiga a infiltração da facção criminosa PCC no setor de combustíveis para lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e adulteração de combustíveis.
Na região, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Paulínia e Rafard. Em Paulínia, a ação ocorreu na Tercom, empresa de terminal de armazenagem de combustíveis localizada no bairro Cascata. Já em Rafard, o mandado foi cumprido na distribuidora Petrodansk (PDK), no bairro São Bernardo.
De acordo com fontes do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, a Tercom serviria apenas como entreposto no esquema investigado de emissão de notas fiscais fraudulentas.
Já a Petrodansk (PDK), em Rafard, seria responsável pela produção de notas fiscais usadas para lavar dinheiro do PCC.
Até o momento, as empresas citadas não se manifestaram sobre a operação. O espaço segue aberto.
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Alvos são empresários e operadores logísticos
Segundo as investigações, os principais alvos da operação são empresários, operadores logísticos e laranjas, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores.
Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em pessoas físicas e jurídicas de cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No estado de São Paulo, as ações acontecem na capital e nas cidades de Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim.
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Segunda fase da operação “Carbono Oculto”
A operação “Fluxo Oculto” é a segunda fase da operação “Carbono Oculto”, realizada em agosto de 2025.
As investigações apuram como a organização criminosa continuou atuando para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos mesmo após a primeira fase da operação.
Segundo os investigadores, o grupo passou a concentrar movimentações financeiras de dezenas de postos de combustíveis para tentar despistar fiscalizações e investigações.
Em um dos casos identificados, as operações de 56 postos de combustíveis eram realizadas por meio de uma única conta bancária.
Segundo as investigações, o esquema teria causado um prejuízo de pelo menos R$ 200 milhões em tributos sonegados em apenas dois anos.
Ainda de acordo com os investigadores, o dinheiro obtido por meio das fraudes era direcionado para fundos de investimento supostamente utilizados para ocultar o patrimônio dos envolvidos.
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Estratégia para dificultar fiscalização
Nos últimos meses, ainda conforme a investigação, os criminosos passaram a dividir os recursos entre várias fintechs e utilizaram novas empresas para substituir antigas companhias que já haviam sido expostas pelas autoridades. Ao todo, seis fintechs identificadas pela Receita Federal teriam movimentado mais de R$ 26 bilhões entre os anos de 2022 e 2025.
Além do Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a Sefaz/SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as Polícias Militar e Civil também atuam.
*Com informações de Jorge Talmon/EPTV Campinas
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