A PF (Polícia Federal) realizou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Benaia, que tem como objetivo desarticular um esquema milionário voltado à prática de crimes de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O principal alvo é um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí (SC), suspeito de receber pelo menos R$ 2 milhões em propina para beneficiar empresários em processos alfandegários.
Na região de Campinas, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A operação também ocorre em outras cidades de São Paulo e de Santa Catarina.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie, relógios de alto valor e uma arma de fogo.
Ao todo, a operação cumpre 24 mandados de busca e apreensão e conta ainda com a determinação judicial de afastamento do principal investigado das funções públicas.
Onde os mandados foram cumpridos
Os 24 mandados de busca e apreensão foram distribuídos entre cidades de São Paulo e Santa Catarina:
- Campinas: 8
- Paulínia: 2
- Valinhos: 1
- Hortolândia: 1
- São Paulo: 3
- Guarulhos: 3
- Itajaí: 3
- Santana de Parnaíba: 2
- Barueri: 1
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Suspeito teria usado cargo para beneficiar empresários
Segundo as investigações, o servidor utilizava o cargo que ocupava na Receita Federal para facilitar processos alfandegários e atender interesses de empresários. Além disso, ele também teria contribuído para a criação de soluções logísticas destinadas aos envolvidos no esquema.
As investigações indicam que despachantes, empresas de consultoria, importadoras e operadores logísticos podem ter participado do esquema, que teria garantido vantagens indevidas ao servidor de forma direta e indireta.
Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que as irregularidades tenham causado um prejuízo superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos.
Empresas de familiares teriam sido usadas para ocultar valores
De acordo com a Polícia Federal, o investigado utilizava empresas registradas em nome de familiares para ocultar os recursos obtidos de forma ilícita e dar aparência de legalidade aos valores recebidos.
Os investigadores apontam que os pagamentos teriam sido feitos por meio de entrega de dinheiro em espécie, depósitos bancários e pagamento de despesas pessoais, incluindo aluguéis, faturas de cartão de crédito e aquisição de bens.
A operação conta com o apoio da Receita Federal.
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Investigação começou após suspeitas sobre patrimônio
As apurações tiveram início a partir de investigações conduzidas pela Corregedoria da Receita Federal, que identificou indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida do servidor e sua remuneração oficial, além de possíveis movimentações financeiras consideradas irregulares.
O servidor foi afastado de suas funções até a conclusão das investigações e dos procedimentos administrativos relacionados ao caso.
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Materiais apreendidos passarão por análise
Segundo a Polícia Federal, os materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados para auxiliar na identificação de novas provas, outros possíveis envolvidos e eventuais crimes relacionados ao esquema investigado.
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