A ocorrência de um Super El Niño pode provocar chuvas acima do normal no Sul do Brasil e secas no Nordeste e no Norte, principalmente na Amazônia.
As Nações Unidas apontam 80% de chance de o fenômeno ocorrer entre junho e agosto, com persistência até novembro.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, com temperaturas pelo menos 0,5°C acima da média por um período prolongado. Em São Paulo, o fenômeno causa baixa umidade do ar e chuvas irregulares.
O coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Inmet, Mozar de Araújo Salvador, detalha o fenômeno El Niño.
“Depois de meses aquecendo, acaba interferindo na circulação de grande escala da atmosfera, modificando seus padrões e acaba atingindo o clima de algumas regiões do planeta. E o Brasil não está fora dessa influência. Parte da região Norte e parte da região Nordeste, o risco de ocorrer estiagens, ou mesmo secas, aumenta potencialmente. A região Sul sofre principalmente com excesso de chuvas”.
O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Alves Barbosa, explica que já foram detectados os primeiros efeitos associados ao El Niño no Brasil.
“Nesse momento as chuvas devem intensificar um pouco na região do Rio Grande do Sul, no Sul do país, e as áreas de estiagem e secas começam também a aumentar no Brasil, e o número de queimadas. Esses são os impactos já em função dos primeiros sinais do El Niño Brasil. Isso também significa que as temperaturas devem aumentar um pouco mais nesse inverno.”
Segundo a ONU, o mundo deve se preparar para um El Niño potencialmente forte neste ano, com a intensificação do aquecimento global e dos riscos de eventos climáticos extremos.
Por causa do fenômeno, a Prefeitura de Rio do Sul, em Santa Catarina, decretou, nesta segunda-feira (8), estado de alerta climático para reforçar a prevenção contra cheias. O município foi um dos mais atingidos pelas chuvas extremas de 2023.
A medida busca intensificar as ações de proteção e defesa civil diante da possibilidade de tempestades, enchentes, enxurradas, alagamentos e deslizamentos.

Mas antes do El Niño…
De acordo com o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, nesta terça-feira (9), uma massa de ar frio e seco atua sobre o Sudeste, mantendo o tempo estável em todo o estado.
Por conta disso, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta de baixa umidade para todo o estado de São Paulo, com índices variando entre 30% e 20%.
O cenário exige atenção, já que a baixa umidade do ar aumenta os riscos à saúde. Entre as recomendações estão hidratação constante, cuidados redobrados com a pele e mucosas e a umidificação de ambientes sempre que possível. Também há alerta para o risco de queimadas, com orientação para evitar o uso de fogo na limpeza de terrenos e o descarte inadequado de bitucas de cigarro.
Segundo a previsão, grande parte do estado não registra chuva significativa há pelo menos 15 dias.

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Frente fria muda o tempo na quarta
Na quarta-feira (10), o avanço de uma frente fria associada a uma baixa pressão atmosférica muda o padrão climático no estado.
Segundo os meteorologistas, a chuva deve começar já pela manhã na faixa de divisa com o Paraná, com aumento da nebulosidade. Ao longo da tarde, as instabilidades se espalham para outras áreas de São Paulo.
Apesar disso, não há indicativos de tempestades com raios neste primeiro momento, mas as chuvas podem ser fortes em alguns períodos e gerar acumulados elevados, especialmente no oeste paulista.
A instabilidade deve persistir, com previsão de chuva recorrente até pelo menos sexta-feira (12).

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Risco de instabilidade aumenta no fim da semana
Na quinta (11) e sexta-feira (12), os modelos indicam possibilidade de agravamento das condições, com chance de temporais, incluindo chuva forte e ocorrência de raios, o que eleva o risco para a população.
Um novo boletim deve trazer análises mais detalhadas sobre impactos e níveis de severidade da atuação da frente fria.

Frente fria também afeta a região de Campinas
Na região de Campinas, a mudança também será sentida a partir de quarta-feira com a chegada da frente fria.
O dia deve começar com céu parcialmente nublado, mas a partir da tarde a nebulosidade aumenta e as chuvas passam a ocorrer de forma recorrente ou persistente, com intensidade variável.
As temperaturas ficam entre 14°C e 25°C, e a umidade relativa do ar não deve ficar abaixo de 40%.
Há possibilidade de momentos de chuva forte, que podem gerar impactos localizados, mesmo sem indicativos iniciais de raios. Na quinta, estão previstos 20 milímetros, segundo o Climatempo.
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Entre quinta e sexta-feira, o padrão se mantém, com temperaturas mais baixas e menor amplitude térmica:
- Mínimas em torno de 16°C
- Máximas em torno de 21°C
Nesse período, a sensação predominante deve ser de frio ao longo do dia, com condições mais típicas de Inverno.

Frio: Interior de SP enfrenta uma das madrugadas mais geladas do ano;
O primeiro fim de semana de junho foi marcado por temperaturas baixas em diversas regiões do estado de São Paulo (SP). De acordo com dados do Inmet e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), municípios do interior paulista registraram algumas das menores temperaturas do país na madrugada deste domingo (7). O frio tomou conta de diversas cidades paulistas.
Quais cidades registram frio intenso em SP?
A cidade mais fria de São Paulo foi Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, que registrou mínima de 2,2°C. Na sequência aparecem Tuiuti, com 4,5°C, Apiaí, com 4,7°C, Ituverava, com 5,6°C, e São Luiz do Paraitinga, com 5,8°
O frio intenso foi provocado pela combinação entre uma massa de ar frio de origem polar e um sistema de alta pressão atmosférica sobre o interior do Brasil, que favoreceu noites de céu limpo e forte perda de calor durante a madrugada.
*Com informações de Giulia Bucheroni/EPTV Campinas
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