Quando chega a Copa do Mundo, o verde e amarelo tomam conta das ruas e comércios das cidades, mas um personagem que fez história em Campinas usava as cores da bandeira do Brasil todos os dias do ano, mesmo quando não tinha Mundial.
O advogado Nelson Paviotti fez uma promessa na Copa de 1994. Se o Brasil, depois de 24 anos, levantasse a tão sonhada taça, ele iria pintar a sua vida de verde e amarelo. Como Roberto Baggio bateu o último pênalti da final pra fora e a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato, Paviotti teve que cumprir sua promessa.
Com mais de 300 peças de roupas em verde e amarelo, o advogado se tornou um ícone na cidade e chamou a atenção de todo o Brasil. Paletós, gravatas, meias e até cuecas seguiam as cores da bandeira.
E não eram só as roupas. A casa e o escritório do advogado também seguiam o padrão. Paviotti tinha tudo o que você pode imaginar em verde e amarelo: móveis, objetos e itens de papelaria, entre muitas outras coisas.
Também era possível ver o advogado circulando por Campinas com seus veículos: dois fuscas pintados com as cores da bandeira. Um deles tinha adesivos com os nomes dos destaques da seleção de 1994.
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A última Copa em verde e amarelo
Quis o destino que a última Copa do Mundo que Paviotti assistiu fosse justamente a de 2014, que aconteceu no Brasil. Antes do Mundial, ele revelou ao g1 Campinas que havia gasto mais de R$ 5 mil para decorar sua casa com mais de 500 bandeiras do Brasil. Ele criou uma música para homenagear Neymar, Fred e Júlio César e colocou autofalantes no carro para circular por Campinas e fazer com que a cidade entrasse no clima do Mundial.
“Esta Copa já é nossa! Quem vem na minha casa, vê as bandeiras, os móveis, tudo, tem a certeza: já ganhamos a Copa”, disse bem humorado antes do começo da competição.
Infelizmente, os dois últimos jogos da seleção em Copas que Paviotti viu foram o 7 a 1 pra Alemanha e o 5 a 0 pra Holanda, na semifinal e na disputa do terceiro lugar daquele Mundial, respectivamente.

Dieta verde e amarela
Paviotti vivia no Jardim Bandeirante, com a esposa e dois filhos, na casa verde e amarelo. As cores estavam presentes até nas refeições do advogado. Sim, a promessa feita em 1994 também inclui a alimentação. Assim, ele emagreceu 13 quilos e precisou dar uma adaptada, mantendo 90% da dieta nos tons da bandeira. “Arroz, pimentão, ovo… Mas o que eu gosto mais mesmo é o bolo de fubá, que a minha mãe já fazia desde a época do sítio”, lembrou Paviotti na entrevista.

Morte
Nelson Paviotti morreu no dia 16 de setembro de 2017, depois de cerca de dois meses de internação na Santa Casa de Valinhos. Ele tinha 66 anos e atuava como advogado há mais de 30 anos. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Campinas anunciou a morte pelas redes sociais.
Ele foi velado no Cemitério da Saudade, em Campinas, e seu corpo foi sepultado em Monte Mor.

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