A passagem de uma frente fria provocou um grande volume de chuva em diversas cidades do Estado de São Paulo entre terça-feira (23) e quarta-feira (24). Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), os acumulados chamam atenção e reforçam o alerta da Defesa Civil para risco de alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e outros transtornos.
De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Campinas registrou 47 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, um dos maiores volumes do interior paulista durante o período.
Chuva forte derruba árvores e interrompe serviço de saúde
Levantamento divulgado pela Prefeitura de Campinas informou na manhã desta quarta-feira que as chuvas provocaram duas ocorrências na cidade. Houve o registro da queda de duas árvores, uma na região Norte e outra na região Leste do município. Não houve feridos.
Na Cidade Universitária, uma árvore caiu na Rua Doutor Olímpio da Silva Miranda durante a noite de terça-feira (23). Já na manhã desta quarta-feira, foi registrada outra queda na Rua Presidente Bernardes, no Jardim Flamboyant. As equipes da Prefeitura estão nos locais para realizar a retirada dessas árvores.
Agentes de trânsito da Empresa de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) monitoram a área do antigo Kartódromo, no Taquaral, que é sujeita a alagamentos. Até o momento, não foi necessário implantar nenhum bloqueio no local.
Serviço de Saúde
A área de odontologia do Centro de Saúde Joaquim Egídio suspendeu os atendimentos na manhã desta quarta-feira porque entrou água na sala em razão da chuva. Os demais serviços da unidade estão funcionando normalmente. A equipe está acolhendo e avaliando os pacientes para reagendamento ou direcionamento para outros centros de saúde ou para o Pronto-Socorro Odontológico (PSO). Às quartas-feiras, o serviço de odontologia acontece até 13h na unidade.
Leia também: Dia de São João é feriado? cidade celebra padroeiro com festa junina e jogo do Brasil
Além de Campinas, outras cidades da Região Metropolitana também apresentaram índices significativos:
- Monte Mor: 58 mm;
- Sumaré: 54 mm;
- Paulínia: 48 mm;
- Indaiatuba: 48 mm;
- Vinhedo: 46 mm;
- Holambra: 43 mm;
- Artur Nogueira: 43 mm;
- Pedreira: 40 mm;
- Jaguariúna: 31 mm.
Os volumes registrados demonstram a intensidade da instabilidade atmosférica que atua sobre a região e explicam os diversos registros de vias alagadas, trânsito lento e pontos de atenção durante as últimas horas.
Estado registra chuva equivalente a um mês inteiro em algumas cidades
Enquanto a Região Metropolitana de Campinas enfrentou acumulados elevados, municípios paulistas registraram volumes ainda mais extremos.
Em Cerquilho, por exemplo, foram registrados 105 milímetros de chuva em apenas 24 horas, o equivalente a aproximadamente 178% de toda a média esperada para o mês de junho. Itupeva acumulou cerca de 100 mm, superando a média climatológica do mês, enquanto Jundiaí registrou 95 mm.
Os maiores acumulados também foram observados em cidades como Santo André (85 mm), Campo Limpo Paulista (85 mm), São Sebastião (83 mm), Santos (83 mm), Barueri (81 mm), Praia Grande (80 mm) e Francisco Morato (80 mm).

Temporal provoca desabamentos, erosões e deixa uma vítima fatal
As fortes chuvas também provocaram ocorrências graves em diferentes regiões do Estado.
Na capital paulista, um imóvel utilizado como habitação coletiva desabou durante a madrugada no bairro Cangaíba. Duas pessoas foram retiradas dos escombros pelo Corpo de Bombeiros. Uma delas morreu no local, enquanto a outra sofreu ferimentos leves.
Na Cidade Dutra, uma enxurrada atingiu cerca de dez residências após o extravasamento das águas pluviais. Aproximadamente 60 moradores ficaram desalojados devido ao risco estrutural em parte das moradias.
Também houve registros de grandes erosões em Cajamar e Ribeirão Pires. Nos dois municípios, crateras se abriram após o rompimento de galerias de drenagem e afundamento do solo. Veículos chegaram a cair nas valas, mas não houve vítimas.

Defesa Civil alerta para novas pancadas de chuva em Campinas e região
A Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que a instabilidade permanece sobre o Estado, mantendo condições para novas pancadas de chuva, que podem vir acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e chuva de forte intensidade.
Em Campinas e demais municípios da Região Metropolitana, a orientação é que a população evite áreas alagadas, não atravesse enxurradas, mantenha distância de córregos e rios e procure abrigo seguro durante tempestades com raios.
Moradores de áreas de risco também devem observar sinais como rachaduras em imóveis, inclinação de árvores, postes ou muros e acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil.
Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Maiores volumes de chuva registrados na Região Metropolitana de Campinas
| Cidade | Acumulado em 24 horas |
|---|---|
| Monte Mor | 58 mm |
| Sumaré | 54 mm |
| Paulínia | 48 mm |
| Indaiatuba | 48 mm |
| Campinas | 47 mm |
| Vinhedo | 46 mm |
| Holambra | 43 mm |
| Artur Nogueira | 43 mm |
| Pedreira | 40 mm |
| Jaguariúna | 31 mm |
O post Chuva forte que atinge Campinas causa queda de árvores e alagamentos; Defesa Civil mantém alerta para temporais apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
