A incorporação do Hospital e Maternidade de Campinas pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), mantenedora da PUC-Campinas, foi oficializada nesta sexta-feira (17), marcando uma nova fase para uma das instituições de saúde mais tradicionais da cidade.
Na prática, a mudança não altera o atendimento aos pacientes neste momento, mas consolida uma nova estrutura administrativa, amplia o papel da unidade na formação de profissionais da saúde e garante investimentos para modernização do hospital nos próximos anos.
A transferência do CNPJ — registro jurídico da instituição — representa a etapa final do processo iniciado há cerca de três anos, quando a Maternidade enfrentava uma grave crise financeira. Desde 29 de junho, o hospital passou oficialmente a integrar a estrutura da PUC-Campinas e deixa de ter uma administração independente.
Vale destacar que entre 30% e 40% dos campineiros nasceram na Maternidade. Do total de 697 partos realizados por mês em Campinas, 402 são na unidade.
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O que muda na prática na Maternidade de Campinas?
Com a incorporação, a Maternidade de Campinas passa a funcionar como uma unidade da PUC-Campinas, administrada pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução.
Entre as principais mudanças estão:
- a integração definitiva à estrutura administrativa da universidade;
- atuação como hospital-escola para a formação de estudantes e residentes da área da saúde;
- continuidade dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), convênios e pacientes particulares;
- previsão de novos investimentos em infraestrutura, tecnologia e modernização dos serviços;
- fortalecimento da sustentabilidade financeira da instituição para garantir a continuidade dos atendimentos.

Segundo a instituição, a incorporação busca assegurar estabilidade administrativa e financeira para um hospital que é referência em assistência materno-infantil há mais de um século.
A oficialização da incorporação ocorreu nesta sexta-feira durante uma cerimônia realizada na unidade, que contou com a presença do prefeito Dário Saadi, do arcebispo metropolitano de Campinas, Dom João Inácio Müller, e de outras autoridades.
Atendimento continua normalmente
Para quem utiliza os serviços da Maternidade de Campinas, não há mudanças imediatas no funcionamento da unidade.
Os atendimentos pelo SUS continuam sendo realizados normalmente, assim como os serviços destinados aos pacientes de convênios e particulares.
A unidade permanece oferecendo especialidades como:
- ginecologia;
- obstetrícia;
- urologia;
- oncologia;
- ortopedia;
- cirurgia geral;
- cirurgia plástica.
Nos últimos anos, o hospital também ampliou sua atuação, passando a atender não apenas mulheres e recém-nascidos, mas também o público masculino em diferentes especialidades.

Hospital também será espaço de ensino
Outra mudança importante é o fortalecimento da vocação acadêmica da instituição.
Com a incorporação, a Maternidade passa a atuar oficialmente como hospital-escola da PUC-Campinas, ampliando os espaços destinados à formação de médicos, enfermeiros e demais profissionais da área da saúde.
Segundo o reitor da PUC-Campinas, Victor de Barros Deantoni, a integração permitirá formar novos profissionais diretamente em uma unidade que já é referência regional.
R$ 17 milhões já foram investidos
Desde que assumiu a gestão da unidade, a SCEI informa ter investido R$ 17 milhões em melhorias.
Entre as principais obras realizadas estão:
- implantação de uma nova Unidade de Internação Clínica Cirúrgica;
- criação da nova UTI Adulto;
- modernização da infraestrutura hospitalar.
A instituição informou ainda que novos investimentos estão previstos até 2027, voltados à infraestrutura, aquisição de tecnologias e melhoria da assistência aos pacientes.
Hospital é referência em Campinas
Fundado há 112 anos, o Hospital e Maternidade de Campinas é uma das instituições de saúde mais tradicionais do município.
De acordo com o superintendente da unidade, Aguinaldo Pereira Catanoce, entre 30% e 40% dos moradores de Campinas nasceram na maternidade.
Atualmente, dos cerca de 697 partos realizados mensalmente na cidade, aproximadamente 402 acontecem na unidade.
O hospital possui 256 leitos, sendo 118 destinados ao SUS e 138 para convênios e atendimento particular. O pronto atendimento realiza, em média, 4,5 mil atendimentos por mês, dos quais cerca de 3 mil são pelo Sistema Único de Saúde.
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