A Vara do Júri do Foro de Bragança Paulista realiza na próxima quarta-feira (5 de agosto), a partir das 10h, o julgamento de Tereza Leite Pereira e Jairo do Nascimento Santos pelo Tribunal do Júri. O casal responde pela acusação de tortura, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver de Cristina Leite de Oliveira, irmã de Tereza por parte de mãe.
A sessão será realizada na sede da Vara do Júri, Execuções e Infância e Juventude do Foro de Bragança Paulista, localizada na Avenida dos Imigrantes, nº 1.501. Os dois réus permanecem presos preventivamente desde dezembro de 2024.
A decisão que determinou que o caso fosse levado a julgamento popular foi proferida em 13 de janeiro de 2026 pelo juiz Carlos Henrique Scala de Almeida, titular da Vara do Júri de Bragança Paulista, no processo nº 1503711-93.2024.8.26.0099.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Cristina, que tinha autismo e deficiência intelectual, teria sido submetida a agressões físicas e psicológicas durante o período em que esteve sob a guarda da irmã. A acusação afirma que ela teria sido mantida em um quarto, privada de alimentação e sofrido agressões como socos, chutes, pauladas e queimaduras.
Ainda conforme o Ministério Público, os fatos teriam ocorrido entre 2021 e 5 de outubro de 2024. A denúncia aponta que, entre os dias 5 e 7 de outubro daquele ano, os acusados teriam matado Cristina por meio de agressões e ocultado o corpo, que não foi localizado até o fim da fase de instrução do processo.
Durante as investigações, foram reunidos elementos como depoimentos de testemunhas, registros de possíveis agressões, além de perícias realizadas no imóvel onde a família residia, no bairro Green Park. Segundo os autos, exames com luminol, análise de celular e material genético apontaram vestígios investigados pela polícia.
A acusação também cita uma mensagem enviada por Jairo ao filho de Tereza, uma semana antes da morte de Cristina, com o conteúdo: “Sua mãe vai matar a Cristina hoje!”. Áudios anexados ao processo também foram mencionados na decisão judicial como elementos analisados durante a investigação.
A defesa dos réus negou as acusações e pediu que eles não fossem levados a julgamento, alegando falta de provas suficientes sobre os crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O pedido foi rejeitado pela Justiça, que entendeu haver elementos para que o caso fosse analisado pelo Conselho de Sentença, formado pelos jurados.
No Tribunal do Júri, caberá aos jurados decidir se os réus são culpados ou inocentes das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
O post Casal acusado de tortura, morte e ocultação de cadáver de mulher com deficiência será julgado em Bragança Paulista apareceu primeiro em Jornal + Bragança.
