A Mitsubishi Triton híbrida está mais perto de virar realidade. A fabricante prepara um aporte financeiro na Tailândia, principal polo produtor e exportador da marca e o foco será a fabricação de veículos eletrificados.Seugndo o site Nikkei Asia, a empresa fará um investimento de 16 bilhões de baht (cerca de R$ 2,4 bilhões) para adequar suas linhas de montagem até 2030.
A informação foi reforçada em um comunicado do governo tailandês. O documento diz que a Mitsubishi vai investir em “veículos com tecnologia elétrica” e que “estuda a possibilidade de produzir e exportar picapes elétricas, incluindo o Pajero, usando a Tailândia como base de produção”. Como é uma tradução direta do tailandês, pode haver um erro, considerando que a Mitsubishi disse que não desenvolveria ou produziria carros elétricos, optando por trabalhar com a Nissan e a Foxtron nesta área.
A atual plataforma da picape foi conceibida prevendo alguma eletrificação, mas exige adaptações no assoalho para acomodar grandes pacotes de baterias sem comprometer a suspensão original e o tanque de combustível. A estratégia inicial da fabricante aponta para soluções com motorização híbrida plena ou plug-in, descartando no curto prazo um modelo 100% elétrico.
Para entregar a eletrificação sem perder capacidade de reboque e carga útil, a montadora avalia opções diferentes. A solução mais rápida e barata é o desenvolvimento de um sistema híbrido pleno, que aproveita grande parte da estrutura atual do chassi sem exigir um redesenho da porção central. Uma variante híbrida plug-in exigiria uma bateria maior, o que pode levar a mudanças na base para conseguir posicionare ssa bateria.
Outra barreira envolve a escolha do motor a combustão. Enquanto concorrentes apostam em motores a gasolina combinados com eletricidade, a marca estuda manter a tradição com um motor 2.4 turbodiesel associado a um sistema elétrico de tração. O caminho do diesel eletrificado é mais complexo na calibração de emissões e eleva os custos de produção, mas agrada a mercados como o brasileiro e o australiano, onde picapes médias movidas a gasolina têm pouca aceitação comercial.
A chegada de uma caminhonete eletrificada japonesa tenta responder a um cenário em que a concorrência já ganhou espaço. Rivais diretas já oferecem opções com sistema híbrido plug-in, caso da BYD Shark e da Ford Ranger, além da GWM com modelos eletrificados em outros mercados. Há também opções com sistema híbrido leve, como a Toyota Hilux, que será oferecido no Brasil a partir do ano que vem, junto com a renovação da picape.

O pacote de investimentos também contempla o projeto da nova geração do Pajero, modelo que historicamente compartilha arquitetura, painel e motores com a picape. O novo utilitário esportivo de sete lugares deve herdar as mesmas soluções mecânicas e eletrônicas, retomando o nome clássico. A estreia global do SUV acontecerá nas próximas semanas.
