A família de Poze, o cão “frentista” que morreu durante uma viagem de motorhome à Argentina, ganhou um novo integrante nesta semana. Como uma forma de ressignificar a dor da perda, os tutores do pet revelaram em um post nas redes sociais que adotaram Júlia, uma cachorrinha que eles encontraram após atravessar a fronteira da Argentina na viagem de volta ao Brasil.
Poze desapareceu na noite do dia 12 de julho, durante uma viagem à cidade argentina de El Bolsón, na região da Patagônia. Após dias de buscas, no último dia 20 de julho, a família do pet comunicou a morte do animal. De acordo com Giovanni Fernandes, um dos tutores, o animal morreu após ser atacado por cachorros do responsável por um camping vizinho ao seu.
Boas-vindas à Júlia
No Instagram, Giovanni publicou um post de boas-vindas à Júlia. Na publicação, o tutor explica que o legado de Poze não precisa ser apenas de tristeza por causa da forma como o cão partiu e que ele pode continuar vivo em cada cachorro que a família ajudar a sair das ruas.
“E foi justamente assim que logo depois de atravessarmos a fronteira da Argentina, encontramos essa gravidinha [Júlia]. Achávamos que ela devia estar prenha, então, perguntamos pra todos ali, mas tudo indicava que ela tinha sido abandonada. E depois de tudo que tínhamos vivido com o Pose, já não era possível simplesmente olhar para uma cachorra perdida e continuar caminhando fingindo que não era problema nosso”, diz Giovanni na publicação.
No vídeo, ele destaca que Júlia não foi adotada para substituir Poze, mas sim porque o cão passou pela vida da família.
“Ela também trouxe muito amor pra um momento em que a gente achava que só existia espaço pra dor. O Poze continua sendo o único e continua tendo um lugar que ninguém jamais vai ocupar. Mas o amor dele não foi enterrado junto com a sua história. Esse amor continua com a gente e dessa vez atravessou a fronteira com o nome de Júlia”, afirma.
O que aconteceu com Poze?
Em uma publicação no Instagram na última segunda-feira (27), Giovanni relatou que Poze morreu após ser atacado pelos cães do camping vizinho ao seu em El Bolsón. Essa pessoa estaria ciente do ataque, mas teria tentado esconder a morte do cão e só admitiu dias depois, quando foi confrontada na presença da polícia. De acordo com Giovanni, outros cães já teriam sido atacados pelos mesmos animais.
“A gente acha que todas as pessoas que já perderam seus animais para esses cães desse camping nunca denunciaram por medo. Então nós imediatamente fomos até a delegacia e fizemos uma denúncia. E nós estamos buscando justiça pelo Poze”, disse.
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Poze foi resgatado das ruas
Poze foi resgatado das ruas há cerca de cinco anos. Antes da adoção, ele vivia em um posto de combustíveis no bairro Campos Elíseos, em Campinas, ao lado de outro cachorro, o Matuê, “cão frentista” que viralizou nas redes sociais e já soma 1,1 milhão de seguidores e milhões de visualizações no Instagram.
Segundo Amanda Leszczynski Pretto, namorada de Giovanni, a adoção aconteceu depois que Matuê sofreu um atropelamento e o namorado decidiu levar os dois cães para casa.
“O Poze era um cachorro de rua, acostumado a sair. Desde o acidente, ele passou a viver dentro de casa, mas já fugiu algumas vezes porque manteve esse comportamento”, relatou. Ainda de acordo com ela, o cachorro era muito dócil e sociável.

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