A Vigilância Sanitária suspendeu, nesta sexta-feira (31), a interdição parcial da CME (Central de Materiais e Esterilização) do Hospital Irmãos Penteado, em Campinas. A restrição foi imposta após a constatação de irregularidades na água purificada usada no enxágue final dos materiais esterilizados por osmose.
A medida que determinou a interdição parcial foi publicada no Diário Oficial no último dia 17 de julho e obrigou a unidade a suspender as cirurgias eletivas com implantes ortopédicos, oftalmológicos, cardíacos e neurológicos.
Ontem, o Hospital Irmãos Penteado informou que a Vigilância Sanitária de Campinas publicou o termo de desinterdição do ponto de água que resultou na restrição, após a comprovação das adequações realizadas pela instituição.
“O Hospital reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência e o cumprimento rigoroso das normas sanitárias, mantendo o monitoramento contínuo de seus processos”, disse.
O ponto de água foi interditado depois que a Vigilância Sanitária identificou excesso de bactérias heterotróficas na água purificada, em desacordo com os parâmetros previstos pela legislação e pela Farmacopeia Brasileira. O auto de infração apontou que laudos de 26 de junho de 2026 mostravam que a CME mantinha funcionamento fora dos padrões exigidos.
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Plano de contingência
Na época, a Irmandade de Misericórdia de Campinas, que administra o Irmãos Penteado, informou que iniciou de forma imediata um plano de ação para corrigir os problemas no sistema de água purificada da CME. Entre as medidas adotadas estavam uma nova coleta para análise da água e uma inspeção técnica da empresa responsável pelo equipamento.
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VIU ESSA? – Idosa é submetida a cirurgia por engano no Hospital Beneficência Portuguesa e morre três dias depois
de casaJandira Braga, de 76 anos, foiinternada no Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas no dia 8 de junho. Durante a internação, ela foilevada por engano ao centro cirúrgico e submetida a uma cirurgia indicada para outra paciente. Três dias depois, a idosa morreu. A família cobra mudanças nos protocolos de segurança do hospital.
A reportagem da EPTV Campinas teve acesso ao prontuário médico da paciente. O documento aponta que a intervenção realizada foi uma gastrostomia por via endoscópica, procedimento utilizado para a implantação de uma sonda no estômago.
No registro do anestesiologista, consta que a equipe aguardava a chegada de uma paciente identificada como “Aparecida” quando a cirurgia foi realizada. Ainda de acordo com o prontuário, Jandira apresentava limitação na comunicação verbal naquele momento, o que impediu a confirmação imediata de sua identidade. A divergência só foi percebida após o procedimento, quando a equipe conferiu a pulseira de identificação da paciente.
(Foto: Reprodução/ EPTV Campinas)
A neta de Jandira, a dentista Camila Dias Barozzi, afirmou, em entrevista, que a família foi chamada pela direção do hospital e informada sobre o erro. “Eu prometi para mim mesma que não ia deixar isso quieto. E se isso não tivesse acontecido? Se tivesse dado certo, ela estaria aqui com a gente”, disse.
Dona Jandira apresentou taquicardia e sinais de sepse
Camila relatou que, após o procedimento, a avó apresentou taquicardia e sinais de sepse, o que teria agravado o quadro clínico até a morte, em 11 de junho. O atestado de óbito aponta sepse com foco abdominal, abdome agudo obstrutivo e adenocarcinoma de cólon como causas.
De acordo com o relatório de enfermagem anexado ao prontuário, durante a passagem de plantão foi identificada a entrada de uma paciente ao centro cirúrgico cujo procedimento estava programado para outra pessoa, com iniciais “A-R-B”. A neta afirma que havia divergência entre membros da equipe sobre a conduta a ser adotada quanto à obstrução abdominal da paciente, se por via clínica ou cirúrgica, antes do episódio.

Médico afirmou que mesmo que por engano cirurgia teve benefício
O médico que realizou a gastrostomia relatou à equipe que havia obtido benefício clínico, informação que a família contesta.
“Minha tia estava com ela nesse dia. Ela questionou: ‘como assim centro cirúrgico, não estamos sabendo de nada’. Ela achou que fosse de urgência. Aquilo que ele tinha falado que tinha sido benéfico, não foi. Ela começou a ter taquicardia, sinais de sepse, logo após o processo cirúrgico. Foi aí que o quadro clínico dela decaiu muito”, conta a neta.
Camila afirmou que afamília vai entrar na Justiça. “O que a gente quer é que o hospital crie barreiras de segurança do paciente e que, se o hospital não está apto de profissionais, equipe, processos e estrutura para comportar essa quantidade de pessoas, então, não atenda. Pare! O que a gente quer é uma mudança no processo, um processo mais rigoroso”, declarou. (Leia aqui)
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