Um casal foi preso por furto de doces na noite desta sexta-feira (14), na Rua dos Indaiás, em Indaiatuba. Avaliados em R$ 29 mil, os produtos foram furtados de estabelecimentos localizados tanto na cidade quanto em Itu e, segundo os próprios suspeitos, seriam vendidos na capital paulista.
De acordo com a Guarda Civil de Indaiatuba, por volta das 19h30 de ontem, o COI (Centro de Operações e Inteligência) da corporação detectou a entrada na cidade de um carro com alerta relacionado a um furto ocorrido poucas horas antes em Itu.
Em seguida, equipes de patrulhamento foram informadas e localizaram o veículo com um homem e uma mulher, na Rua dos Indaiás.
No interior do carro, os agentes encontraram uma grande quantidade de doces avaliada em R$ 29 mil. Entre os produtos, estavam barras de chocolate e potes de creme de avelã.
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Doces furtados seriam vendidos em São Paulo
Durante a abordagem, a mulher admitiu que os doces teriam sido furtados de estabelecimentos em Itu e Indaiatuba, e que a intenção do casal era levá-los para São Paulo, onde seriam vendidos.
Os doces recuperados foram devolvidos às vítimas e os suspeitos conduzidos à Delegacia de Indaiatuba, onde permaneceram presos.
*Com informações da EPTV Campinas
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VIU ESSA? – Justiça suspende processos da Unicamp contra casal investigado por furto de vírus em laboratório
ça de Campinas determinou asuspensão de dois PADs (Processos Administrativos Disciplinares) instaurados pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) contra o casal de pesquisadores Soledad Palameta Miller e Michael Edward Miller, investigados pelo suposto furto de vírus da universidade.
As decisões liminares foram publicadas pela 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo nos dias 23 de abril e segunda-feira (12). Em ambos os casos, o Judiciário determinou a paralisação dos processos administrativos até nova deliberação.
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Quais processos foram suspensos?
Segundo os documentos, ficam suspensos dois processos administrativos, sendo vedada a prática de novos atos instrutórios ou decisórios enquanto durar a medida judicial.
As decisões não anulam os procedimentos já realizados e também não analisam, neste momento, eventual responsabilidade administrativa dos investigadores. O mérito das ações ainda será julgado após manifestação das partes e do MP (Ministério Público).
Nos mandados de segurança, a defesa alegou prejuízo ao direito de ampla defesa e contraditório. Entre os argumentos apresentados estão o curto prazo para manifestação nos processos administrativos e o fato de os investigadores estarem submetidos a uma apuração criminal sigilosa, com apreensão de equipamentos eletrônicos e documentos.
Em uma das decisões, o juiz destacou que os documentos indicam, em tese, que a convocação para o processo administrativo ocorreu por e-mail e com “antecedência extremamente reduzida”, além da existência de limitações para organização da defesa.
A defesa também apontou que houve pedido administrativo de suspensão dos procedimentos e preservação de prazos, sem resposta considerada suficiente para afastar os questionamentos apresentados judicialmente.
Em nota, a Unicamp informou que já recebeu as decisões liminares e está cumprindo as determinações judiciais. A universidade afirmou ainda que irá adotar “as medidas jurídicas cabíveis” para tentar reverter as suspensões e dar continuidade às apurações administrativas internas.
“A Universidade, contudo, adotará as medidas jurídicas cabíveis para reverter a suspensão e dar continuidade às apurações administrativas internas, que possuem natureza própria e serão conduzidas com observância do devido processo legal e das normas institucionais aplicáveis”,
informou a instituição.
Relembre o caso
O furto ocorreu no Laboratório de Virologia do IB (Instituto de Biologia), uma área classificada como nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto em operação no Brasil para agentes infecciosos.
De acordo com as investigações, foram levadas ao menos 24 cepas de vírus, incluindo dengue, zika, chikungunya, coronavírus humano e vírus da gripe.
A Polícia Federal (PF) concedeu uma entrevista na última sexta-feira (27) para falar sobre o furto de material biológico que ocorreu em um laboratório do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. De acordo com o Delegado Chefe da PF em Campinas, André Almeida de Azevedo Ribeiro, a professora doutora Soledad Palemeta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da universidade, presa em flagrante na última segunda-feira (23), também é investigada por fraude processual, já que descartou parte das amostras.
“Após a busca à residência, ela retorna à Unicamp e descarta o material que poderia representar o descarte de materialidade probatória do ponto de vista investigativo-criminal”, disse o delegado.
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