O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), abriu as inscrições para a 34ª edição do Programa Bolsas de Verão. A iniciativa é voltada a estudantes de graduação das áreas de ciências exatas, biológicas, da terra, da saúde, engenharias e tecnologias.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 8 de setembro de 2026, exclusivamente pelo site do programa. Os selecionados vão participar das atividades no campus do CNPEM, em Campinas, entre 6 de janeiro e 26 de fevereiro de 2027.
Criado em 1992, o programa já recebeu mais de 500 universitários ao longo das edições. A proposta é proporcionar aos estudantes uma experiência de imersão em pesquisa científica, com projetos desenvolvidos ao lado de pesquisadores e especialistas do CNPEM.
Os participantes só saberão, ao chegar ao campus, qual projeto vão desenvolver, quem serão seus orientadores e em qual unidade do Centro irão trabalhar.
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Quem pode participar?
O programa é destinado a estudantes de graduação da América Latina e do Caribe matriculados nas seguintes áreas:
- Ciências Exatas;
- Ciências Biológicas;
- Ciências da Terra;
- Ciências da Saúde;
- Engenharias;
- Tecnologias.
Os projetos podem envolver diferentes áreas de pesquisa desenvolvidas pelo CNPEM, incluindo saúde, energia, materiais renováveis, sustentabilidade e nanotecnologia.
Tudo pago
Os estudantes selecionados terão uma série de despesas custeadas durante o período do programa. Entre os benefícios estão:
- Passagens aéreas de ida e volta;
- Hospedagem;
- Alimentação;
- Transporte diário entre a residência temporária e o CNPEM;
- Seguro de assistência em viagem;
- Suporte psicológico;
- Suporte pedagógico.
O objetivo é permitir que os universitários permaneçam em Campinas durante o período do programa sem precisar arcar com os principais custos da estadia.

Quando sai o resultado?
A divulgação dos estudantes selecionados está prevista para 5 de outubro de 2026. Os aprovados serão recebidos no campus do CNPEM a partir de 6 de janeiro de 2027.
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é responsável pelo Sirius, um dos principais equipamentos científicos do país, e reúne laboratórios nacionais voltados a áreas como luz síncrotron, biociências, nanotecnologia e biorrenováveis.
Serviço
Programa Bolsas de Verão do CNPEM
- Inscrições: até 8 de setembro de 2026
- Resultado: a partir de 5 de outubro de 2026
- Realização: de 6 de janeiro a 26 de fevereiro de 2027
- Local: CNPEM, em Campinas
- Informações e inscrições: no site do Programa Bolsas de Verão
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VIU ESSA? Médica com corpo paralisado volta a dar aulas com avatar de inteligência artificial

Com o corpo completamente paralisado e sem conseguir falar, uma médica de 55 anos encontrou na inteligência artificial uma forma de continuar exercendo a profissão. A psiquiatra Maria Inês Quintana, de Campinas, referência no tratamento do transtorno de personalidade borderline, passou a utilizar um avatar digital que reproduz sua imagem e sua voz para dar aulas e palestras.
A tecnologia foi apresentada nesta segunda-feira (17), durante um evento na sede da Unimed Campinas, na Avenida Barão de Itapura.
Maria Inês foi diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica em 2023. A doença neurodegenerativa provoca a perda progressiva dos movimentos e, no caso da médica, a evolução foi rápida. Atualmente, ela não consegue falar, nem movimentar o corpo e se comunica apenas por meio dos olhos.
A síndrome não afeta o cérebro, a visão ou a audição. Mesmo com as limitações provocadas pela doença, a pessoa continua enxergando, ouvindo e compreendendo o que acontece ao seu redor. É justamente para permitir que ela continue utilizando esse conhecimento que foi criado o Projeto ExtensIA.
No Brasil, são registrados cerca de dois casos a cada 100 mil habitantes, o equivalente a aproximadamente 2 mil novos diagnósticos por ano.

Como a inteligência artificial ajuda a médica?
O avatar foi desenvolvido a partir de um acervo de vídeos, palestras, aulas, imagens e áudios de Maria Inês registrados antes da doença. A tecnologia reproduz sua aparência e sua voz, permitindo que conteúdos preparados por ela sejam apresentados de forma digital.
Para produzir uma aula ou responder a uma pergunta atualmente, a médica utiliza um computador adaptado e um sistema de rastreamento ocular. Ela seleciona as letras na tela apenas com os olhos, mas o processo é lento: cada letra pode levar cerca de três segundos para ser lida.
A tecnologia deve ser incorporada à rotina da paciente, que atualmente se comunica por meio dos movimentos dos olhos. Um sistema identifica para onde ela direciona o olhar e permite a seleção de letras para a formação de palavras e frases.
“Ela olha para a letra A, fixa o olho e consegue digitar a letra A. É lento, mas ela consegue formar textos incríveis”, explicou Eduardo Barros, CEO da Workia.
Segundo o psiquiatra Fabio Gastal, o objetivo é usar a tecnologia também para preservar a autonomia e a qualidade de vida da paciente.
“O importante para nós é devolver a alegria de viver e ficar viva fazendo o que ela sempre gostou mais, que é trabalhar”, afirmou.
Com o avatar, a intenção é diminuir o desgaste provocado por esse processo e permitir que Maria Inês volte a participar de atividades acadêmicas e profissionais.
Projeto quer permitir retorno aos atendimentos
O avatar que já está funcionando é a primeira etapa do Projeto ExtensIA. A iniciativa também prevê o desenvolvimento de outras ferramentas para ampliar a atuação profissional da médica.
Uma delas deverá auxiliar Maria Inês em atividades de coordenação acadêmica. Outra, considerada mais complexa, pretende criar um avatar capaz de participar de interações em tempo real, com possibilidade de uso em aulas, orientações e atendimentos.
Nesse caso, a médica continuaria acompanhando e supervisionando as interações, utilizando os movimentos dos olhos para transmitir comandos à tecnologia.
A expectativa é que as novas etapas sejam desenvolvidas até o fim de 2026. A partir de 2027, os responsáveis pelo projeto pretendem avaliar a possibilidade de levar a tecnologia a outras pessoas com doenças neurodegenerativas e limitações motoras.

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