Os acidentes envolvendo caminhões na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) quase dobraram em 2026. Dados da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) mostram que a via registrou 212 ocorrências com veículos pesados entre 1º de janeiro e 6 de setembro, alta de 92,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2025, foram 110 acidentes no intervalo analisado.
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Os números de 2026 representam uma média de aproximadamente seis ocorrências com caminhões por semana na rodovia. Somente na última terça-feira (8), dois acidentes envolvendo veículos pesados foram registrados na Bandeirantes. Em um deles, em Campinas, um caminhão, um ônibus e um carro se envolveram em uma colisão que deixou cinco pessoas com ferimentos leves.
Procurada, a Motiva AutoBAn, concessionária responsável pela rodovia, afirmou que “tem a segurança como prioridade em suas operações e atua diariamente para salvar vidas, por meio de rodovias seguras, bem sinalizadas e de uma prestação de serviço eficiente aos clientes”.
Segundo a concessionária, além de investimentos em infraestrutura, monitoramento e atendimento aos usuários, são promovidas ações de conscientização sobre segurança no trânsito.
“Entre as orientações reforçadas aos motoristas estão não utilizar o celular ao volante, usar sempre o cinto de segurança, manter distância segura do veículo à frente e respeitar os limites de velocidade”, informou.
A empresa destacou ainda que medidas de infraestrutura e operação precisam estar associadas ao comportamento dos motoristas de caminhões para reduzir os riscos nas rodovias.
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Velocidade, celular e cansaço aumentam riscos
Para o especialista em mobilidade urbana Luiz Vicente de Mello, a presença de caminhões exige atenção principalmente em situações de tráfego intenso e velocidades mais altas.
“Por isso que é tão importante termos uma atenção redobrada ao circular na rodovia, porque também está relacionada à velocidade. Quando você aumenta a velocidade, o tempo de reação é menor e o risco aumenta”, explicou.
Quem passa diariamente pelas estradas também aponta comportamentos que podem contribuir para os acidentes. Um fator destacado pelos motoristas é o cansaço. Paulo Antunes alerta para o risco de continuar dirigindo quando o sono aparece.
“O sono mata muita gente. Às vezes, por causa do sono, você pensa que é uma piscadinha assim, cara, você leva aí 10, 20 segundos e já era”, relatou.
A pressa e as disputas por espaço entre os veículos também preocupam quem circula pela Bandeirantes. Para o motorista Everton Souza, alguns segundos a mais no percurso não justificam comportamentos de risco.
“A gente perder um minuto da nossa vida, ou 10 segundos, ou 20 segundos aqui no trânsito, não vai fazer diferença do nosso destino”, disse.
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Você viu? Campinas está entre as 10 cidades de SP com mais roubos e furtos de caminhões
Campinas está entre as dez cidades do estado de São Paulo com mais registros de roubos e furtos de veículos pesados em 2026, segundo levantamento da Fecap (fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). A metrópole apareceu na oitava colocação da lista.
Apesar da presença no ranking, a metrópole apresentou queda de 33,3% nas ocorrências entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Limeira, também na região de Campinas, é outra que aparece entre os dez municípios com maior número de casos de roubos e furtos de caminhões – na quarta posição – mas registrou redução ainda maior em relação a metrópole, de 34,8%.

Os dados fazem parte do Boletim Tracker Fecap, que analisou ocorrências envolvendo veículos pesados entre 2024 e maio de 2026.
No estado de São Paulo, foram registrados 733 roubos e furtos de veículos pesados entre janeiro e maio deste ano, contra 951 no mesmo período de 2025, redução de 22,9%.
A queda, no entanto, está concentrada principalmente nos roubos. Foram 401 casos nos cinco primeiros meses deste ano, ante 614 no mesmo período de 2025, recuo de 34,7%.
Já os furtos de caminhões permaneceram praticamente estáveis: passaram de 337 para 332 registros, queda de 1,5%. Nos meses mais recentes analisados, porém, houve aumento de 8,1% em abril e de 39,2% em maio.
“O recuo está concentrado nos roubos, enquanto os furtos permanecem praticamente no mesmo patamar e voltaram a crescer nos dois últimos meses analisados. É importante observar essa mudança porque ela pode representar uma adaptação da atividade criminosa e exige acompanhamento contínuo”, afirma Erivaldo Vieira, pesquisador da Fecap e responsável pelo estudo.
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