Quando a gente pensa em tecnologia, é comum imaginar celulares, inteligência artificial ou carros elétricos. Pouca gente associa inovação a uma balança de caminhões instalada no asfalto de uma rodovia.
Mas é justamente aí que está uma das transformações mais silenciosas – e relevantes – da infraestrutura brasileira.
Durante muitos anos, pesar veículos de carga significava interromper o tráfego. O processo era necessário para garantir segurança e conformidade, mas causava filas, atrasos e aumentava riscos nas rodovias.
A pesagem tradicional acontecia em balanças fixas, e o motorista precisava reduzir a velocidade, parar completamente e aguardar a liberação para seguir viagem.
Além de gerar gargalos, esse modelo aumentava o consumo de combustível e contribuía para um maior desgaste da infraestrutura viária, especialmente quando caminhões com excesso de peso conseguiam circular sem fiscalização adequada.
A virada com o HS-WIM
Foi nesse cenário que surgiu o HS-WIM, sigla para High Speed Weigh In Motion. A tecnologia permite pesar caminhões em movimento, sem necessidade de parada ou redução significativa de velocidade.
Instalado no próprio asfalto, o sistema coleta dados em menos de um segundo, registrando o peso total do veículo, o peso por eixo, a distância entre eixos e a velocidade média durante a passagem.
O funcionamento depende da integração de diferentes equipamentos distribuídos ao longo da pista.
- Sensores piezoelétricos medem peso e vibração enquanto o caminhão passa.
- Loops magnéticos identificam velocidade e posicionamento dos eixos.
- Câmeras fazem a leitura automática das placas e associam os dados ao veículo correto.
- Scanners 3D analisam o perfil do caminhão.
- Antenas RFID realizam a identificação por TAG, completando o conjunto de informações coletadas.
Todos esses dados são enviados para um computador industrial instalado na rodovia. Em seguida, as informações seguem em tempo real para a central de controle, onde passam por validação e cruzamento com padrões oficiais.
O sistema opera com 94,5% de precisão e possui homologação Classe 1A do Inmetro, a mais alta da categoria. Isso significa que a pesagem em movimento atinge nível técnico equivalente ao das balanças estáticas tradicionais, mas sem interromper o fluxo da estrada.
O HS-WIM na prática, na SP-310
O sistema está em operação na SP-310, rodovia administrada pela Ecovias Noroeste. A tecnologia faz parte de um plano estruturado de modernização e digitalização da malha viária.
Segundo dados da Ecovias Noroeste, mais de 85 mil veículos foram pesados nas primeiras semanas de funcionamento. Cerca de 15% apresentaram excesso de peso, seja por eixo ou no total da carga.
Esse número revela um ponto importante: o excesso de peso ainda é uma realidade no transporte rodoviário brasileiro. E ele impacta diretamente a segurança e a durabilidade das estradas.
Com a pesagem em movimento, praticamente desapareceram as evasões de balança. O novo layout da pista, aliado ao monitoramento constante, reforça a eficiência da fiscalização sem interromper o tráfego.
Segurança viária, economia e impacto ambiental
Caminhões acima do limite comprometem o sistema de freios e a estabilidade do veículo. Em trechos de descida, o risco de acidentes aumenta significativamente.
O excesso de peso também acelera o desgaste do pavimento, encurtando o ciclo de manutenção da rodovia e elevando custos operacionais ao longo do tempo.
Ao eliminar paradas desnecessárias, o HS-WIM reduz o consumo de combustível. Isso também diminui o tempo de viagem e melhora a fluidez do tráfego, beneficiando tanto transportadoras quanto motoristas.
O sistema já contribuiu para uma queda de 20,4% nas emissões de CO₂. O resultado combina eficiência operacional, preservação da infraestrutura e ganho ambiental concreto.
A estratégia da Ecovias Noroeste
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A implementação do HS-WIM faz parte de um plano mais amplo de modernização da malha viária administrada pela Ecovias Noroeste. A concessionária tem investido em infraestrutura digital como pilar da gestão rodoviária.
Além da pesagem em movimento, a SP-310 conta com painéis de mensagens variáveis para comunicação em tempo real com motoristas. A rodovia também dispõe de conectividade 4G ao longo do trecho concedido.
A proposta é integrar tecnologia, monitoramento e dados em uma operação mais inteligente. Isso permite decisões mais rápidas, maior previsibilidade no fluxo de veículos e reforço contínuo da segurança viária.
Ao transformar um processo tradicionalmente burocrático em uma operação digital e automatizada, a Ecovias Noroeste posiciona a SP-310 como referência em inovação aplicada à infraestrutura rodoviária.
Para conhecer mais detalhes sobre o HS-WIM e outras iniciativas implementadas na SP-310, acesse o site da Ecovias Noroeste e confira os projetos que estão modernizando a rodovia.
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