
WASHINGTON, 20 Fev (Reuters) – O planejamento militar dos EUA sobre o Irã chegou a um estágio avançado, com opções que incluem atacar indivíduos específicos e até mesmo buscar uma mudança de regime em Teerã, se ordenado pelo presidente Donald Trump, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters.
As opções militares são os sinais mais recentes de que os Estados Unidos estão se preparando para um conflito sério com o Irã, caso os esforços diplomáticos fracassem. A Reuters noticiou pela primeira vez na semana passada que as Forças Armadas dos EUA estão se preparando para uma operação sustentada de várias semanas contra o Irã, que poderia incluir ataques a instalações de segurança iranianas, bem como à infraestrutura nuclear.
As revelações mais recentes sugerem um planejamento mais detalhado e ambicioso antes de uma decisão de Trump, que nos últimos dias divulgou publicamente a ideia de uma mudança de regime na República Islâmica.
As autoridades norte-americanas, que falaram sob condição de anonimato devido à natureza sensível do planejamento, não ofereceram mais detalhes sobre quais indivíduos poderiam ser alvos ou como as Forças Armadas dos EUA poderiam tentar realizar uma mudança de regime sem uma grande força terrestre.
Buscar uma mudança de regime marcaria mais uma alteração em relação às promessas de Trump durante a campanha presidencial de abandonar o que ele chamou de políticas fracassadas dos governos anteriores que incluíram esforços militares para derrubar os governos do Afeganistão e do Iraque.
Trump reuniu uma enorme quantidade de poder de fogo no Oriente Médio, mas a maior parte da capacidade de combate está a bordo de navios de guerra e caças. Qualquer grande campanha de bombardeios também poderia contar com o apoio de bombardeiros baseados nos EUA.
Em seu primeiro mandato, Trump mostrou disposição para realizar assassinatos seletivos ao aprovar um ataque em 2020 contra o principal general do Irã, Qassem Soleimani, que liderava o braço de espionagem estrangeira e paramilitar da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, conhecida como Força Quds.
O governo Trump classificou formalmente a Guarda como uma organização terrorista estrangeira em 2019, a primeira vez que Washington aplicou a designação às forças armadas de outra nação.
Uma das fontes dos EUA observou o sucesso de Israel em atingir líderes iranianos durante sua guerra de 12 dias com o Irã no ano passado. Na época, fontes regionais disseram à Reuters que pelo menos 20 comandantes seniores foram mortos, incluindo o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Mohammad Bagheri.
“A guerra de 12 dias e os ataques israelenses contra alvos individuais realmente mostraram a utilidade dessa abordagem”, disse a autoridade norte-americana, acrescentando que o foco estava naqueles envolvidos no comando e controle das forças da Guarda Revolucionária.
Ainda assim, a fonte alertou que atacar indivíduos requer recursos de inteligência adicionais. Matar um comandante militar específico significaria saber sua localização exata e entender quem mais poderia ser prejudicado na operação.
Não ficou claro para as autoridades que falaram com a Reuters quais informações os EUA têm sobre os líderes iranianos que poderiam ser alvos dos Estados Unidos.
A Casa Branca e o Pentágono não responderam imediatamente a pedidos de comentários.
The post Ataques dos EUA ao Irã podem ter como alvo líderes específicos, afirmam autoridades appeared first on InfoMoney.
