
WASHINGTON, 13 Mar (Reuters) – Donald Trump disse que os Estados Unidos estão conversando com Cuba, que seus líderes devem concordar com um acordo e que isso poderia ser feito facilmente, disse uma autoridade da Casa Branca nesta sexta-feira, reiterando as falas anteriores do presidente dos EUA depois que Havana confirmou que as negociações estavam em andamento.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse mais cedo que seu governo havia iniciado conversações com Washington, conforme um bloqueio de petróleo imposto por Trump empurra a nação comunista para uma crise econômica mais profunda.
‘Como o presidente declarou, estamos conversando com Cuba, cujos líderes devem fazer um acordo, que ele acredita que ‘seria muito fácil de ser feito”, disse a autoridade da Casa Branca, sob condição de anonimato.
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Cuba diz ter iniciado conversações com EUA
Conversa acontece em meio a uma grave crise econômica e com o governo comunista sob crescente pressão do presidente dos EUA, Donald Trump
Díaz-Canel disse em um vídeo transmitido pela televisão estatal que as negociações ‘têm como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações’.
Desde que os EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, removendo o mais importante benfeitor estrangeiro de Cuba, Trump cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo a Cuba.
Na segunda-feira, Trump disse que Cuba pode estar sujeita a uma ‘tomada de controle amigável’, e depois acrescentou: ‘pode não ser uma tomada de controle amigável’.
Os cidadãos da nação caribenha, exauridos por anos de crise econômica e escassez, agora vivem a maior parte de seus dias sem eletricidade, com combustível estritamente racionado e escassez de medicamentos.
‘Cuba é uma nação falida cujos governantes sofreram um grande revés com a perda do apoio da Venezuela e com a interrupção do envio de petróleo pelo México’, disse a autoridade da Casa Branca.
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