O número de motoristas autuados por alcoolemia aumentou 52,1% na região de Campinas nos primeiros sete meses de 2026, segundo dados do Detran-SP. Entre janeiro e julho, foram 829 autuações em operações realizadas pelo órgão, contra 545 no mesmo período de 2025. Ao todo, são 284 registros a mais neste ano.
Os dados consideram exclusivamente as operações de fiscalização realizadas pelo Detran-SP na área de atuação da Superintendência de Campinas. Outras instituições também fazem operações contra a combinação de álcool e direção, como a Emdec, dentro de Campinas, e a Polícia Rodoviária, nas rodovias.
A maior parte das autuações registradas pelo Detran-SP nos dois períodos ocorreu por recusa ao teste do bafômetro. Foram 789 casos entre janeiro e julho deste ano, o equivalente a 95,2% de todas as autuações. Em 2025, foram 522 recusas, que representavam 95,8% do total daquele período.
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Recusas ao bafômetro passam de 500 para quase 800
As recusas ao teste do bafômetro aumentaram 51,1% na comparação entre os dois anos. O número passou de 522, de janeiro a julho de 2025, para 789 no mesmo período de 2026.
O levantamento também registra aumento nas autuações por direção sob influência de álcool, quando o teste identifica a presença de álcool no organismo. Foram 35 casos neste ano, contra 16 no ano passado, crescimento de 118,8%.
Na outra categoria, de embriaguez considerada crime de trânsito, houve redução. O Detran-SP registrou cinco casos entre janeiro e julho de 2026, contra sete no mesmo período de 2025, queda de 28,6%.
O que caracteriza cada situação?
A recusa ao bafômetro e a direção sob influência de álcool são infrações administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Nos dois casos, o motorista está sujeito a multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
Já a embriaguez ao volante pode configurar crime de trânsito quando o bafômetro aponta concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, quando há concentração de 6 gramas de álcool por litro de sangue ou ainda quando são identificados sinais de alteração da capacidade psicomotora.
Nesse caso, além das penalidades administrativas, o motorista pode responder criminalmente e está sujeito a pena de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão ou proibição de obter a CNH.

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Casos recentes na região
Os primeiros sete meses deste ano também tiveram acidentes fatais envolvendo motoristas que haviam consumido álcool.
Em 17 de fevereiro, durante o Carnaval, duas adolescentes de 15 anos morreram depois que um carro bateu contra um poste na Rua Igaratá, no Jardim Ipiranga, em Americana.
Lídia Moraes Aguiar e Maria Eduarda de Souza Almeida estavam entre cinco adolescentes que ocupavam o banco traseiro do veículo. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista havia ingerido bebida alcoólica, apresentava olhos avermelhados e hálito etílico e se recusou inicialmente a realizar o teste do etilômetro.
Maria Eduarda morreu no dia do acidente. Lídia morreu no dia seguinte. O motorista foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia, sendo posteriormente colocado em liberdade para responder ao processo.
A mãe de Lídia, Jéssica Moraes, acompanha o caso e mantém uma mobilização por justiça. Seis meses após a morte da filha, ela voltou ao local do acidente para falar sobre o caso.
Outro acidente ocorreu em Santa Bárbara d’Oeste, onde um motociclista de 27 anos morreu após ser atingido por um carro no Jardim San Marino.
Segundo a Polícia, o motorista do carro, de 52 anos, estava embriagado e deixou o local após a batida. Ele foi localizado posteriormente durante uma fiscalização de trânsito.
O teste do bafômetro apontou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar expirado. O motorista foi preso em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool, com agravante pela fuga do local. A prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia.
*Com informações da EPTV
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