
O Brasil fechou 2025 com uma produção total de 89,9 milhões de toneladas de ração, o que representou alta de 2,8% em relação ao ano anterior. Esse patamar consolidou o país como terceiro maior produtor mundial, atrás apenas de China e Estados Unidos. Os dados estão no relatório Agri-Food Outlook 2026, divulgado pela Alltech, líder global em nutrição animal.
Segundo o relatório, mundialmente, a tonelagem de ração atingiu 1,4 bilhão de toneladas. E a variação nacional ficou bem próxima do índice global (2,9%). A pesquisa anual de ração da Alltech baseia-se em dados de 142 países e 38.837 fábricas de ração.
Os números da 15ª edição da pesquisa indicam que a indústria de rações do Brasil está experimentando uma expansão ampla, beneficiando-se do impulso das exportações, da forte demanda por proteínas domésticas e de estruturas de custos aprimoradas. No ano passado, todas as categorias de espécies registraram crescimento no país.
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Frangos de corte – A tonelagem de ração aumentou 2,7% (+1 milhão de toneladas), com a produção atingindo níveis recordes, sustentada pelo consumo doméstico robusto (47,8 quilos per capita anualmente) e exportações estáveis, apesar das interrupções comerciais relacionadas à gripe aviária.
Aquicultura – A quantidade de ração teve incremento de 8,9% (+160 mil toneladas), refletindo o avanço na produção de peixes cultivados, liderado pela tilápia. O aumento dos preços da carne bovina e suína no varejo estimulou ainda mais o consumo de peixe no mercado interno.
Bovinos de corte – A produção de ração subiu 7,1% (+510 mil toneladas), apoiada por margens de confinamento melhoradas devido a custos de ração mais baixos, rebanho de reposição acessível e fortes fluxos de exportação, apesar do consumo doméstico enfrentar restrições de poder de compra.
Suínos – A quantidade de ração expandiu 1,9% (+400 mil toneladas), acompanhando volumes de abate mais altos e crescimento das exportações, com a produção anual de ração projetada em 22 milhões de toneladas.
Bovinos de leite – O volume de ração avançou 2,8% (+200 mil toneladas), apoiado por um aumento de 10% na aquisição de leite cru no terceiro trimestre e preços mais fortes do leite incentivando a expansão do rebanho.
Outras espécies – De acordo com a pesquisa, também houve incremento na produção brasileira de ração para aves de postura (2,4%), pets (0,7%) e equinos (0,3%).
Dados globais
Globalmente, a maioria das regiões e setores apresentou crescimento, e os números indicam uma forte fase de recuperação para a produção animal. Porém, o crescimento foi desigual, cada vez mais regionalizado e menos impulsionado pela expansão do rebanho do que por mudanças estruturais, ganhos de produtividade e mudanças na forma como a produção é mensurada.
| País | Total Produzido (toneladas/mi) | Variação anual |
| China | 330,063 | +4,8% |
| Estados Unidos | 267,383 | -0,8% |
| Brasil | 89,904 | +2,8% |
| Índia | 57,729 | +4,5% |
| México | 41,883 | +1,2% |
| Rússia | 38,347 | +1,1% |
| Espanha | 37,507 | -3,4% |
| Vietnã | 26,524 | +2,6% |
| Turquia | 25,480 | +3,8% |
| Japão | 24,006 | -1,3% |
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