Apesar de não ter feito sucesso no Brasil, a BYD Shark vai bem em outros mercados. Na Austrália, onde é chamada de Shark 6, a picape teve mais de 21.000 unidades vendidas desde o seu lançamento, em 2024, e é o híbrido plug-in mais vendido da história do país. Mas isso não a isenta de críticas.
Para os australianos, sua capacidade de reboque de 2.500 kg não é boa o suficiente. A BYD ouviu as reclamações e está lançando uma nova versão. A BYD Shark 6 Performance eleva a capacidade de reboque para 3.500 kg, aproximando a picape de modelos a diesel, e ainda tem motor mais potente.
Por enquanto, a BYD ainda não divulgou imagens da nova versão topo de linha, mas já informou seu preço: 62.900 dólares australianos, que equivalem a cerca de R$ 227.204. Além dela, uma nova versão de entrada, Dynamic, também foi introduzida, custando 55.900 dólares australianos (R$ 201.919), apenas 2.000 dólares a mais que a, agora intermediária, Premium. A previsão é que elas cheguem às concessionárias antes de maio.
O grande responsável pelo aumento da capacidade de reboque da versão Performance é o exclusivo motor 2.0 turbo a gasolina. Conforme antecipado anteriormente pelo site australiano The Drive, o motor, sozinho, entrega 245 cv, um ganho considerável em comparação ao 1.5 turbo de 183 cv das outras versões, que é o mesmo usado nos carros vendidos no Brasil.

O conjunto híbrido plug-in (PHEV) da configuração 2.0 adota um novo motor elétrico dianteiro capaz de gerar 272 cv, unidade similar à empregada no SUV Denza B5. A mudança representa um aumento de 41 cv em relação à versão anterior. O motor elétrico instalado no eixo traseiro permanece sem alterações em ambas as versões, entregando 204 cv.
Com as atualizações, a potência combinada do sistema passa de 436 cv e 66,28 kgfm para 475 cv e 71,38 kgfm de torque. A nova calibração mecânica resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos, uma redução de 0,2 segundo nos dados oficiais fornecidos pela BYD. O pacote de baterias não sofreu alterações e mantém a capacidade de 29,58 kWh.
Até o momento, o alcance em modo elétrico da nova versão não foi divulgado, mas a BYD afirma que o consumo diminuiu com o motor 2.0. Com a bateria em até 25%, a Shark Performance pode fazer até 76,9 km/l, enquanto as versões equipadas com motor 1.5 entregam médias de 50 km/l.
Apesar do incremento na capacidade de reboque, a adoção do motor 2.0 turbo acarretou a redução da capacidade de carga útil do veículo, que passou de 825 kg para 762 kg. A diminuição é consequência do aumento no peso em ordem de marcha, que saltou de 2.675 kg para 2.738 kg, enquanto o Peso Bruto Total (PBT) do projeto permaneceu limitado aos 3.500 kg.

A versão Performance introduz o novo modo de condução “Crawl” (rastejar). Desenvolvido para o uso off-road e baseado no modo “Mountain” já existente na linha Shark, o sistema limita a velocidade do veículo a 20 km/h. Enquanto isso, o software gerencia a entrega de torque nas rodas de forma autônoma para evitar o destracionamento. A nova função será estendida às demais versões por meio de uma atualização remota de software (OTA).
Apesar de não divulgar completamente a lista de equipamentos, a BYD confirma que a Shark Performance terá a mesma central multimídia de 15,6” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio das demais versões, além das câmeras de 360º.
