A secretaria de Saúde de Campinas divulgou, nesta quarta-feira (1°), que passou a oferecer a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) para mulheres diagnosticadas com lesões de alto grau no colo do útero e AIS (adenocarcinoma in situ) que estejam em tratamento cirúrgico para retirada das lesões.
De acordo com a pasta, a medida segue orientação do Ministério da Saúde e amplia a proteção para mulheres com maior risco de recorrência da doença.
Como funciona a ampliação?
A vacina contra o HPV passa a ser disponibilizada para mulheres diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) de alto grau e adenocarcinoma in situ (AIS) que estejam no período de tratamento cirúrgico para retirada de lesões no colo do útero.
Quem pode se vacinar?
Mulheres de todas as idades tratadas por lesões de alto grau podem ser imunizadas no período antes da cirurgia ou até 12 meses após o tratamento. O esquema vacinal completo prevê três doses, aplicadas dois e seis meses após a primeira dose.
A vacinação será realizada mediante prescrição médica e apresentação de documento com o registro do diagnóstico e o CID correspondente. Mulheres nessa situação devem procurar um centro de saúde do município com a documentação médica.
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Segundo a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli, mulheres que passaram por cirurgia para tratamento de lesões no colo do útero têm maior risco de recidiva da doença, e a vacina funciona como uma proteção adicional para esse grupo, agora disponível gratuitamente pelo SUS ( Sistema Único de Saúde) no município.
Adolescentes e jovens também podem se vacinar
A vacina contra o HPV também continua disponível para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Durante o primeiro semestre deste ano, a vacinação foi estendida para jovens de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados na idade recomendada, como parte de uma estratégia de resgate vacinal.
Como se vacinar?
A vacina contra o HPV está disponível nos centros de saúde de Campinas. Os endereços e horários de funcionamento das unidades podem ser consultados no site da Prefeitura de Campinas.
Por que se vacinar?
Mulheres tratadas por NIC 2 e NIC 3 têm risco elevado de recorrência da doença ao longo da vida, inclusive com possibilidade de desenvolvimento de câncer cervical invasivo. Estudos apontam taxas de recorrência de até 17% após esse tipo de cirurgia, e a vacinação reduz significativamente esse risco.
O HPV é responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero e também está associado a cânceres de vulva, vagina, região anal, pênis e orofaringe. No Brasil, são cerca de 17 mil novos casos de câncer cervical e aproximadamente 7 mil mortes por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer.
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