
O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (6) que o magistrado não teve acesso ao conteúdo extraído pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto esteve à frente da investigação envolvendo o Banco Master.
Segundo a nota, o material só chegou ao Supremo depois que o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso, em 12 de fevereiro. Segundo o gabinete, até essa data os dados apreendidos pela PF ainda não haviam sido encaminhados ao STF.
A nota também informa que a última decisão de Toffoli no processo, proferida em 12 de janeiro, determinou justamente que a Polícia Federal enviasse ao tribunal os conteúdos coletados nos aparelhos celulares apreendidos durante as investigações.
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As mensagens obtidas pela PF serviram de base para novas medidas autorizadas pelo atual relator, André Mendonça. O material foi considerado relevante para o avanço das apurações e contribuiu para a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero nesta semana, que resultou no retorno de Vorcaro à prisão.
Segundo investigadores, as conversas encontradas nos dispositivos indicariam detalhes do funcionamento de um suposto esquema criminoso associado ao banco, envolvendo práticas de corrupção e irregularidades financeiras.
Defesa da atuação na relatoria
Na manifestação divulgada nesta sexta-feira, o gabinete de Toffoli afirmou que, enquanto esteve responsável pelo caso, o ministro autorizou todos os pedidos apresentados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Segundo o texto, as investigações seguiram “normalmente e de forma regular”, sem que qualquer pedido de nulidade fosse acolhido.
Toffoli deixou a relatoria após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados a Vorcaro. A informação levantou questionamentos sobre eventual impedimento do magistrado para seguir conduzindo o processo.
Um relatório da Polícia Federal enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, também citou o nome de Toffoli com base em dados encontrados no celular do banqueiro. As menções alimentaram dúvidas sobre a possibilidade de suspeição, hipótese que posteriormente foi afastada.
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