Os casos de embriaguez ao volante aumentaram nas cidades da região de Campinas. De acordo com um levantamento da SSP-SP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), Sumaré, Piracicaba e Limeira, estão entre as cidades que registraram uma alta de até 41% nas ocorrências entre 2024 e 2025.
No estado de São Paulo, os números permaneceram estáveis, apresentando uma queda de 0,5%. No mesmo cenário de estabilidade está Campinas, onde foi observado um aumento de 3%. Enquanto em 2024 ocorreram 92 casos, no ano passado foram registradas 95 ocorrências.
Aumento significativo
Por outro lado, Sumaré se destaca como o município que registrou o maior aumento de casos de embriaguez ao volante: a alta foi de 41% nos boletins de ocorrência.
Logo atrás está Piracicaba, onde o salto nas ocorrências foi de 36%. Já em Limeira, o aumento foi de 22%.
Bom exemplo
Indaiatuba está entre os bons exemplos da região. A cidade registrou uma queda de 10% nos casos.
Acidentes marcam vidas para sempre
Quem foi vítima da embriaguez ao volante foi o trabalhador autônomo Caio Daniel Batista. Ele contou à EPTV Campinas que, em março do ano passado, estava trabalhando, levando um passageiro em sua motocicleta, quando foi atingido por um carro na contramão.
“O rapaz simplesmente desceu a rua, que dá acesso, entrou e a direita, ignorando tudo. A moto ficou meio que embaixo do carro dele. Ele parou, baixou o vidro, falou comigo e eu vi que ele estava completamente embriagado. Ainda falei pra ele ‘moço, está na contramão e bêbado’”, disse Caio.
Além de estar embriagado, o motorista que atingiu Caio ainda fugiu pela contramão. “Aí eu levantei correndo, não consegui ver a placa, não consegui nem ver o modelo do carro, só vi que era uma SUV preta”, relatou o entrevistado.
Consequências de dirigir embriagado
De acordo com o artigo 165 do CTB e a Resolução 432/2013 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), quem dirigir embriagado está sujeito a:
- Multa no valor de R$ 2.934,70;
- Suspensão do direito de dirigir por 12 meses;
- Apreensão do veículo na ausência de um outro condutor habilitado que faça o teste do bafômetro e seja liberado para dirigi-lo.
De acordo com o advogado Tiago Romano, especialista em direito do trânsito, o motorista ainda pode incorrer em crime de trânsito.
“Se ela soprar o etilômetro e é constatado um índice alcoólico acima de 0,34, igual ou acima, além da multa do período sem dirigir, ela ainda incorre em crime de trânsito, cuja pena prevista é de seis meses a três anos de detenção”, explicou o advogado.
Ainda de acordo com o especialista, a pena pode ser aumentada em caso de agravantes como lesão corporal ou morte.
Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária, atribuiu o aumento dos casos de embriaguez ao volante à falta de fiscalização e penalização.
“Falta fiscalização, mas também está faltando responsabilização e penalização. Muitas pessoas que são, inclusive, flagradas nesta atitude de beber e dirigir não acabam tendo uma consequência mais pesada. Por exemplo, a gente teve um período nos últimos tempos de represamento dos processos de suspensão do direito de dirigir. Muitas vezes até acaba pagando multa, mas não tem a sua habilitação suspensa, que seria a punição necessária para poder proporcionar essa mudança de comportamento”, disse Paulo Guimarães.
*Com informações da EPTV Campinas
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