O aumento dos casos de violência contra profissionais de saúde levantou um alerta na região de Campinas. Segundo dados da SSP (Secretaria do Estado da Segurança Pública), as ocorrências apresentaram uma alta de 36,6%, entre 2024 e 2025. Entre as vítimas estão enfermeiras, atendentes e outros profissionais agredidos por pacientes, acompanhantes ou até mesmo pessoas que invadiram unidades médicas.
A região de Piracicaba também apresentou um aumento de 26,2% de casos de violências contra profissionais de saúde, no mesmo período. Já no estado de São Paulo como um todo, o número de ocorrências cresceu em 16,8%:
Estado de São Paulo (16,8%)
2024: 2657
2025: 3106
Campinas (39,6%)
2024: 159
2025: 222
Piracicaba (26,2%)
2024: 145
2025: 183
Servidores do CS do Centro fazem paralisação após episódio de violência
Nesta semana, servidores do CS (Centro de Saúde) Centro de Campinas, fizeram uma paralisação em protesto contra um episódio de violência, que aconteceu na semana passada na dentro da unidade.
O caso envolveu uma mulher em possível surto durante atendimento médico. Durante a ocorrência, o acompanhante da paciente teria danificado um monitor da sala de atendimento, causando prejuízo ao patrimônio público e colocando em risco servidores e pacientes.
Na ocasião, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e realizou os primeiros procedimentos no local. No entanto, ainda conforme o relato, a paciente e o acompanhante teriam recusado o encaminhamento hospitalar.
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Ex-profissional de saúde abandonou a área por medo
Juliana Alves de Andrade era técnica de enfermagem, mas decidiu abandonar a profissão por causa das pressões na rotina das unidades onde trabalhava. Hoje, ela é advogada.
“Nós [profissionais de saúde] somos linha de frente. Então, todos os problemas que acontecem no atendimento de saúde, a população em geral acaba direcionando para a enfermagem. Então, nós acabamos tendo que resolver problemas que na grande maioria não são nossos. Se tem um problema na recepção, chamam a enfermagem. Se tem um problema na triagem, demora de atendimento, chamam a enfermagem”, contou em entrevista a EPTV Campinas.
Um dos piores casos de agressão que Juliana testemunhou envolveu uma uma agressão a um colega. “Ele foi agredido por ele não ter liberado um acompanhante a entrar dentro do sistema, que é uma regra do local. E o acompanhante o agrediu fisicamente, rasgou a roupa dele todinha”, relatou.
Segundo Juliana Machado, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, a maior parte dos casos de agressão estão concentrados em pronto-socorros.
“Devido à sobrecarga, à superlotação, às vezes falta de insumo, falta de material. Então, é importante a gente evidenciar o respeito da sociedade com a execução desses trabalhos. Tivemos situações de trabalhadores que foram agredidos porque privaram um certo espaço para a higienização ou que deram prioridade a um atendimento que era mais grave, em decorrência de uma dor de cabeça ou de um mal-estar momentâneo”, disse.
Em nota, a SSP informou que a equipe do CS Centro foi acolhida logo após a ocorrência e que o responsável pela agressão foi retirado do local pelo Samu. Um boletim de ocorrência também foi registrado.
“Além disso, informa que as rondas da GM já foram intensificadas no local e que vai organizar uma reunião com a Secretaria de Segurança para discutir a possibilidade de novas medidas”, disse a SSP.
Já o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde reforçou que tem feito reuniões envolvendo a Polícia Militar, Guarda Municipal e outras instituições a fim de combater as violências nas unidades de saúde e conscientizar a população.
*Com informações de Jorge Talmon/ EPTV Campinas
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