
Uma vez rivais, sempre rivais.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abriu o dia mais movimentado da Cúpula de IA do país, em Nova Délhi, com uma foto oficial ao lado de outros 13 líderes empresariais e políticos. Todos estavam alinhados e de mãos dadas, com os braços erguidos acima da cabeça.
Todos, menos dois.
Sam Altman e Dario Amodei, CEOs das rivais OpenAI e Anthropic, estavam posicionados lado a lado e, de forma constrangedora, recusaram-se a dar as mãos. Em vez disso, mantiveram os braços cruzados no alto e evitaram contato visual. Amodei trabalhou na OpenAI, mas deixou a empresa para cofundar a Anthropic por considerar que a OpenAI estava se tornando excessivamente orientada ao comercial.
A cena viralizou nas redes sociais na Índia, incluindo o X.
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Hoje, os dois comandam as empresas de inteligência artificial de capital fechado mais valiosas do mundo. A OpenAI é avaliada em cerca de US$ 500 bilhões, enquanto a Anthropic tem valor estimado em US$ 380 bilhões. A disputa se intensificou neste ano com uma série de avanços da Anthropic, sobretudo a crescente popularidade da suíte Claude Code, que supera o Codex, da OpenAI, em adoção de mercado. Na sequência, a OpenAI contratou o desenvolvedor do OpenClaw, ferramenta de IA de código aberto que ganhou notoriedade ao utilizar tecnologia da Anthropic.
A empresa de Amodei também mirou diretamente a OpenAI com um anúncio de alto perfil no intervalo do Super Bowl. A peça mostrava como anúncios publicitários seriam deslocados em interações com chatbots de IA e prometia que o Claude nunca terá publicidade.
Altman, cuja empresa testa a exibição de anúncios, respondeu com uma publicação de 420 palavras no X, em tom defensivo, argumentando que serviços sustentados por publicidade podem ampliar o acesso à IA.
“Eu me pergunto por que a Anthropic optaria por algo tão claramente desonesto”, escreveu. “Imagino que faça parte do estilo da Anthropic usar um anúncio enganoso para criticar anúncios hipoteticamente enganosos que não existem, mas um comercial no Super Bowl não é onde eu esperaria isso.”
©️2026 Bloomberg L.P.
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