A partir desta sexta-feira (1°) a bandeira tarifária vigente na conta de luz passa a ser a amarela, o que representa aumento no valor da energia elétrica em relação à bandeira verde, que estava em vigor desde janeiro deste ano.
Com a mudança, o consumidor passa a pagar uma tarifa extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
A conta de luz estava sob bandeira verde desde janeiro, sem cobrança adicional, devido às condições favoráveis de geração de energia, com reservatórios em níveis satisfatórios.
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Motivo do aumento da conta de luz
De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a decisão foi tomada devido à redução das chuvas na transição do período chuvoso para o seco. Esse cenário resulta em menor geração de energia hidrelétrica e exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
Segundo a agência, “os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”.
Como funciona o sistema de bandeiras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica no país.
As bandeiras, identificadas por cores, indicam quanto está custando para o SIN (Sistema Interligado Nacional) gerar a energia utilizada por residências, comércios e indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema são reavaliadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), responsável por definir a estratégia de geração de energia e estimar os custos.
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Valores das bandeiras
Os valores adicionais variam conforme o nível da bandeira:
- Bandeira verde: sem acréscimo na conta;
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
As cores são definidas com base na previsão de variação do custo de geração de energia em cada mês. Quando há necessidade de acionar fontes mais caras, como as termelétricas, as tarifas adicionais são aplicadas ao consumidor.
Além do impacto direto no bolso, a mudança para a bandeira amarela também funciona como um alerta para o consumo consciente de energia, especialmente durante o período seco, quando os recursos hídricos ficam mais limitados.
Especialistas recomendam medidas simples para reduzir o consumo, como evitar desperdícios, utilizar eletrodomésticos de forma eficiente e aproveitar melhor a iluminação natural ao longo do dia.
A expectativa é que, com a retomada das chuvas, as condições de geração possam melhorar, possibilitando a redução ou até a suspensão das cobranças adicionais nos próximos meses, conforme avaliação dos órgãos responsáveis.

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