
A CPI do Crime Organizado deve ganhar fôlego adicional no Senado após o relator Alessandro Vieira anunciar que já reuniu as assinaturas necessárias para estender os trabalhos do colegiado por mais 60 dias. O prazo atual se encerra em 14 de abril, e a decisão final sobre a prorrogação cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Segundo Vieira, a comissão ainda tem depoimentos pendentes e um volume relevante de documentos a serem analisados antes da elaboração do relatório final.
“Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar”, afirmou o senador em publicação nas redes sociais.
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A tentativa de ampliar o prazo ocorre em meio à intensificação da agenda da CPI nesta semana, com pelo menos quatro oitivas previstas. Entre os temas centrais está o avanço das investigações sobre operações financeiras ligadas ao Banco Master.
Um dos depoimentos aguardados é o do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, convocado para prestar esclarecimentos sobre decisões envolvendo o BRB e sua relação com o caso Master.
Também estão previstas as oitivas do secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, com foco no controle territorial de facções dentro do sistema prisional, e dos economistas Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo. Campos Neto foi novamente convocado após ausência anterior, enquanto Galípolo participará como convidado.
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