O CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), sediado em Campinas, assinou em setembro do ano passado um convênio para desenvolver o projeto Inspire (Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética), em parceria com o Governo Federal.
Nesta quarta-feira (11), o acidade on Campinas participou do programa “Bom Dia, Ministra”, da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), e conversou com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos. Na entrevista, ela falou que a pasta vai repassar R$ 390 milhões ao CPQD, maior valor do Ministério jám repassado ao centro. Segundo ela, o projeto deve facilitar o acesso do cidadão a serviços e programas públicos.
“É um governo para cada cidadão, facilitar para que programas públicos tenham relação e eficiência direta com cada cidadão. É pró-ativo, a gente vai levar, através do próprio celular a informação ao cidadão, como atraso na vacina de crianças, por exemplo”, explicou a ministra.
“A gente chama de interoperabilidade. Juntar os dados dos programas do SUS, Bolsa-Família, Minha Casa, Minha Vida, para esses programas cruzarem os dados e ficarmos mais eficientes pro cidadão”, completou.
A ministra também acrescentou que o projeto segue um dos cinco eixos do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que é usar a tecnologia para soluções para o serviço público.
Projeto Inspire
O objetivo do Projeto Inspire é criar plataformas de Inteligência Artificial para dar suporte e otimizar o desenvolvimento de soluções para serviços públicos personalizados. Para isso, as tecnologias terão acesso a bases de dados sociais, como CadÚnico e informações de saúde e educação, seguindo as diretrizes da Infraestrutura Nacional de Dados (IND), também chamada de “Base de Dados do Brasil”.
Como a ministra citou brevemente na entrevista, um exemplo prático para explicar como a Inteligência Artificial pode ser aplicada no serviço público é imaginar um agente comunitário de saúde recebendo, por meio de um aplicativo, um alerta indicando que uma criança da sua área está com vacinas atrasadas e não frequenta a creche.
Com o auxílio de um GenApp (aplicação que utiliza tecnologias de IA generativa para produzir conteúdos e análises), o profissional poderia consultar o histórico da criança e verificar os benefícios sociais disponíveis para a família. A partir dessas informações, seria possível enviar mensagens personalizadas à mãe, orientando como acessar serviços públicos e programas sociais aos quais a filha tem direito.
Responsável pela execução do projeto, o CPQD ficará encarregado de desenvolver soluções tecnológicas que garantam o funcionamento do sistema. Durante a assinatura do convênio, Paulo Curado, diretor do projeto na instituição, explicou que a iniciativa inclui o uso de Inteligência Artificial para verificar a qualidade e a precisão dos dados, além de garantir a integração entre diferentes bases de informações do governo.
“A proposta também envolve o desenvolvimento de chatbots e sistemas de recomendação de serviços públicos digitais, facilitando o acesso do cidadão às políticas e programas disponíveis”, afirma Curado.
Para colocar o projeto em prática, o CPQD vai atuar em diferentes frentes:
- IA para catalogação e interoperabilidade de dados: integração e reutilização de informações em diferentes serviços públicos.
- Plataforma para IA generativa: desenvolvimento de ferramentas que permitam criar aplicações baseadas em IA para facilitar a interação entre cidadãos e governo.
- Núcleo de aplicações de IA: ambiente centralizado para testes, desenvolvimento e armazenamento de modelos e soluções de Inteligência Artificial.
- Cibersegurança aplicada à IA: tecnologias voltadas à proteção e privacidade dos dados utilizados, especialmente aqueles considerados sensíveis.
- IA para qualificação de dados cadastrais: sistemas capazes de validar e aprimorar informações, aumentando a precisão dos cadastros e a eficiência das políticas públicas.
- IA personalizada para serviços públicos: uso de IA semântica para organizar e personalizar informações governamentais de acordo com o perfil dos cidadãos.
Além da estrutura tecnológica, O CPQD será responsável pela governança do projeto, incluindo a identificação e contratação de parceiros, como universidades, e a capacitação de cerca de 200 profissionais envolvidos na iniciativa.
A formalização do convênio, que também é encabeçado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), aconteceu em setembro do ano passado.
O projeto tem duração de quatro anos e é uma encomenda do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), administrado pelo MCTI.
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