A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira (30) o 31º Alerta Arboviroses de 2026. Ao todo, 31 bairros foram classificados com alto risco de transmissão da dengue e passarão a receber ações intensificadas de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
De acordo com a pasta, o objetivo é reforçar as medidas de prevenção, orientar os moradores sobre a eliminação de criadouros e intensificar o trabalho das equipes de saúde nas regiões com maior potencial de transmissão da doença.
Quais bairros estão sob alerta?
Os bairros incluídos no novo alerta estão distribuídos por seis regiões do município.
Região Leste
- Jardim Guanabara
- Jardim Brasil
- Jardim Auxiliadora
- Cambuí
- Vila Nogueira
Região Noroeste
- Jardim Santa Rosa
- Jardim Novo Maracanã
- Jardim Maracanã
- Residencial Novo Mundo
Região Norte
- Conjunto Habitacional Padre Anchieta
- Parque Maria Helena
- Jardim Aparecida
- Vila Renascença
- Jardim Rosália
- Jardim Francisca
- Vila Réggio
Região Sudoeste
- Jardim Rosalina
- DIC I
- DIC III
- DIC V
- Jardim Santo Antônio
Região Sul
- Jardim São José
- Jardim das Bandeiras
- Jardim Santa Cruz
- Jardim Noêmia
Região Sudeste
- Jardim Carlos Lourenço
- Jardim Itatiaia
- Jardim Andorinhas
- Jardim New York
- Vila Orozimbo Maia
- Sousas
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O que muda com o novo alerta?
Segundo a Secretaria de Saúde, os bairros classificados com maior risco passarão a receber ações intensificadas das equipes de combate às arboviroses, com foco na eliminação de criadouros, vistorias em imóveis e orientação aos moradores.
A pasta destaca que as recomendações valem para toda a cidade, inclusive para bairros que integraram alertas anteriores e não aparecem nesta edição. O cuidado também deve ser reforçado nas regiões vizinhas às áreas classificadas com maior risco.
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Campinas já soma mais de 3,5 mil casos de dengue
Segundo a Secretaria de Saúde, Campinas confirmou 3.531 casos de dengue entre 1º de janeiro e 28 de julho deste ano.
No combate ao mosquito, a Prefeitura realizou, entre o início de 2026 e 30 de junho, 820.643 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas. No mesmo período, também foram feitas 53.382 nebulizações costais.

A pasta reforça que as visitas domiciliares são fundamentais para qualificar as ações de prevenção e assistência. Elas são realizadas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e profissionais de uma empresa contratada pelo município para atuar no combate às arboviroses.
A orientação é que os moradores permitam a entrada das equipes durante as vistorias, consideradas essenciais para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito.
Como os bairros são definidos?
Para elaborar o alerta, a Secretaria de Saúde considera uma série de indicadores epidemiológicos e operacionais, entre eles:
- Incidência de casos de dengue;
- Registro de novas transmissões;
- Necessidade de reforçar as ações dos agentes de saúde;
- Existência de imóveis sem acesso para vistoria;
- Densidade populacional;
- Necessidade de ampliar a comunicação com os moradores.
Além dos bairros listados, o alerta também se estende às regiões menores localizadas no entorno das áreas classificadas.

Combate à dengue depende da população
A Secretaria de Saúde destaca que o enfrentamento às arboviroses exige a participação da população. Embora a Prefeitura mantenha um programa permanente de prevenção e controle da doença, a eliminação dos criadouros depende da colaboração dos moradores.
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das residências, o que torna a inspeção frequente dos imóveis uma das principais formas de prevenção.
Como evitar criadouros do mosquito?
A Secretaria de Saúde orienta que a população mantenha os cuidados para impedir a reprodução do Aedes aegypti, adotando medidas como:
- Limpar calhas e ralos regularmente;
- Manter caixas-d’água sempre fechadas;
- Eliminar água parada em vasos de plantas;
- Descartar corretamente pneus e recipientes que possam acumular água;
- Limpar bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado;
- Manter quintais e terrenos livres de objetos que acumulem água.
A Prefeitura também reforça a importância de permitir a entrada das equipes de saúde durante as vistorias, consideradas fundamentais para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.

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