A secretaria de Saúde de Campinas divulgou, nesta quinta-feira (30), o 18º Alerta Arboviroses de 2026, apontando 28 bairros com alto risco de transmissão de dengue. O documento também determina a intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Bairros em alerta de dengue
As regiões com maior risco estão distribuídas por diferentes áreas da cidade:
- Leste: Vila Costa e Silva, Vila Miguel Vicente Cury, Parque Alto Taquaral, Jardim Santa Genebra, Parque das Flores.
- Noroeste: Conjunto Habitacional Parque da Floresta, Conjunto Residencial Parque São Bento, Jardim Novo Maracanã, Jardim Metonópolis, Jardim Maracanã e Loteamento Residencial Novo Mundo.
- Norte: Vila Lunardi, Jardim São Marcos, Vila Esperança, Jardim Campineiro, Recanto Fortuna.
- Sudoeste: Jardim Santo Antônio, Eldorado dos Carajás.
- Sul: Jardim Fernanda I e II, Jardim Santa Maria, Jardim Puccamp, Jardim Columbia, Jardim Dom Gilberto.
- Sudeste: Imperial Parque, Cohab (Sousas), Vila Sônia (Sousas), Jardim Conceição (Sousas).
Objetivo do alerta
Segundo a pasta, o alerta tem como objetivo estimular a população a eliminar criadouros do mosquito e reforçar orientações de prevenção. O documento também destaca a importância de que os moradores recebam os agentes de saúde, que atuam nas visitas domiciliares.
A Secretaria informa que o levantamento considera indicadores como incidência de casos, registros de transmissão, dificuldade de acesso a imóveis, densidade populacional e comunicação das ações. O alerta também vale para bairros menores no entorno das áreas listadas.
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Participação da população é essencial
A Prefeitura reforça que o combate às arboviroses depende da colaboração coletiva. Apesar das ações do poder público, cada morador precisa evitar água parada e descartar corretamente resíduos.
De acordo com levantamento da secretaria de Estado da Saúde, 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências.
Entre as principais orientações estão:
- Evitar acúmulo de água em latas, pneus e recipientes;
- Trocar a água de plantas a cada dois dias e higienizar os pratinhos semanalmente;
- Manter caixas d’água vedadas;
- Deixar vasos sanitários sem uso sempre fechados.
Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (dias úteis) ou pela Defesa Civil, no 199 (fins de semana e feriados).
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Ações realizadas em 2026
A Secretaria também divulgou um balanço das medidas já executadas neste ano:
- 465.560 visitas a imóveis para controle de criadouros (até 16/4);
- 35.416 imóveis visitados em ações de nebulização (até 16/4);
- 6 mutirões realizados;
- 13.486 toneladas de descartes irregulares retirados (até 15/4);
- 181.203 pacientes monitorados com suspeita de dengue (de março de 2023 a janeiro de 2026);
- Uso de armadilhas contra o Aedes aegypti em pontos estratégicos;
- 137 lideranças comunitárias capacitadas;
- 250 servidores brigadistas e 300 profissionais capacitados.
As autoridades reforçam que as medidas de prevenção devem ser mantidas em toda a cidade, inclusive em bairros que não aparecem nesta edição do alerta, para conter o avanço da doença.
Além das ações já em andamento, a Secretaria de Saúde reforça que o cenário exige atenção contínua nas próximas semanas, especialmente diante das condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito. A pasta destaca que a identificação precoce de novos focos e a resposta rápida das equipes são fundamentais para evitar o avanço da doença e reduzir o risco de novos casos nas regiões monitoradas.

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