Um grupo suspeito de usar empresas de fachada para lavar dinheiro foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Campinas e do Ministério Público, nesta quinta-feira (10). De acordo com as investigações, os alvos da ação teriam usado pessoas jurídicas que existiam apenas no papel para movimentar grandes quantias de dinheiro em diferentes regiões do país.
Leia também: Motoristas paralisam cerca de 20 linhas de ônibus por falta de pagamento
Ao todo, a “Operação Retirada” cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Goiás. Na região, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Campinas e um em Nova Odessa.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
O que você precisa saber sobre a “Operação Retirada”?
Os crimes seriam ligados a uma sofisticada estrutura de movimentação e ocultação de recursos financeiros com suposta origem ilícita. De acordo com Luis Fernando Dias de Oliveira, um dos delegados responsáveis pelo caso, as investigações começaram em julho de 2025, com a prisão de uma mulher, em Campinas.
Na época, a polícia encontrou com a suspeita comprovantes de depósitos referentes a cinco empresas diferentes. Além disso, ela estava em posse de R$ 200 mil em espécie.
“No mês de julho de 2025, uma mulher foi presa em flagrante aqui na cidade de Campinas, em um contexto vinculado ao tráfico de drogas. Especificamente com ela, foi encontrada essa quantia em espécie de R$ 200 mil, e comprovantes de depósitos vinculados a pelo menos cinco empresas, que somados totalizavam um valor aproximado de R$ 375 mil”, disse o delegado.

A partir daí, a polícia deu início às investigações que identificaram o esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado, em um curto período, os negócios de fachada teriam movimentado cerca de R$ 200 milhões, valor que seria muito acima do porte das empresas analisadas. Entre as pessoas jurídicas, estariam armarinhos e empresas de tecnologia e engenharia.
“Parte dos documentos que foram apreendidos hoje, inclusive, já trouxe para nós elementos significativos de investigação, pois novamente encontramos comprovantes de depósitos na posse de um desses investigados. Esses comprovantes somados fazem um total aproximado de R$ 850 mil, movimentação essa de pelo menos um mês. São mais elementos que comprovam que outras empresas, pessoas jurídicas, mais uma vez foram constituídas para movimentar recursos”, disse Oliveira.
Até o momento, ninguém foi preso, mas algumas pessoas foram encaminhadas à delegacia a fim de prestar esclarecimentos. Entre elas, estariam laranjas apontados como sócios dos negócios de fachada.
“Nenhuma dessas pessoas jurídicas foi localizada hoje, o que comprova que essas empresas de fato não existiam. Os sócios que figuravam no contrato social dessas empresas foram alvos das buscas e parte deles revelou que sabia que estava na condição de laranja para determinadas pessoas. Outras alegaram que sequer sabiam da existência dessas empresas”, disse o delegado.
Durante as ações, foram apreendidos notebooks, celulares, chips de operadoras, cartões de bancos, 17 estojos de munição, R$ 5 mil em espécie e 40 comprovantes de depósitos, que correspondem a um valor superior a R$ 850 mil, conforme apontado pelo delegado.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 200 milhões em ativos financeiros referentes à movimentação financeira realizada pelo grupo criminoso.
A operação foi realizada pelo Neccold (Núcleo Especializado em Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro) da Polícia Civil, em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP, e as investigações seguem a fim de reunir mais provas e responsabilizar os alvos.
*Com informações da EPTV Campinas
Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
O post Entenda operação contra grupo suspeito de usar laranjas para lavar dinheiro apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
