Um levantamento inédito da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) revelou que 82% das pessoas com 60 anos ou mais já sofreram algum tipo de tentativa de golpe virtual no estado de São Paulo. Apesar do índice das tentativas de golpe ser menor do que em outras faixas etárias, os idosos aparecem como o grupo mais vulnerável quando o crime é efetivamente consumado – entenda mais abaixo.
Cerca de 14 mil pessoas foram ouvidas em todo o estado durante a pesquisa da fundação.
Menos tentativas, mais golpes consumados
Entre pessoas de 30 a 44 anos, 91% relataram já ter sido alvo de tentativa de golpe. Na faixa de 45 a 59 anos, o índice chega a 92%. Já entre os idosos, o percentual é de 82% – sendo a minoria nas tentativas.
Mesmo assim, quando o assunto é golpe consumado com uso indevido de dados pessoais para abertura de conta bancária ou contratação de empréstimo, a população com 60 anos ou mais registra o pior resultado: 12%, o maior percentual entre todos os grupos analisados.
Uso indevido de dados preocupa
De acordo com a pesquisa, esse cenário pode estar relacionado a fraudes envolvendo aposentadoria, vazamento de dados ligados a benefícios previdenciários e contratação irregular de empréstimos consignados.
Os dados mostram que, mesmo com menor exposição digital em algumas situações, os idosos seguem entre os mais vulneráveis quando criminosos conseguem acesso a informações pessoais.
Sensação de vulnerabilidade é maior entre os idosos
Outro ponto destacado pelo levantamento é a percepção de insegurança. Entre os idosos, 68% acreditam que hoje é praticamente impossível se proteger de golpes virtuais.
Além disso, 40% disseram não ter nenhuma confiança de que conseguiriam evitar esse tipo de crime, percentual superior à média estadual, de 36%.
Estratégia dos golpistas
“Quando o acesso à internet é por um dispositivo de menor qualidade, como um celular mais velho, com pacotes de dados limitados, isso impacta. Outro ponto importante é que as pessoas com 60+ são mais suscetíveis por causa das estratégias dos golpistas”, explica Irineu Barreto, analista de pesquisas da Fundação Seade.
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De acordo com o especialista, os golpistas utilizam uma estratégia chamada “engenharia social”. Nesse caso, durante a fraude, é simulada uma situação da realidade: um contato falso, uma ligação falsa de parentes, amigos ou até de instituições financeiras, de forma fraudulenta.
Ainda segundo ele, essa modalidade acaba ludibriando as pessoas mais velhas, que terminam caindo nesses golpes.
A aposentada Rosângela já caiu em três golpes, dois deles relacionados a bancos. No primeiro caso, fizeram um empréstimo no nome dela, e o prejuízo foi de mais de R$ 3 mil. No segundo golpe, sacaram todo o dinheiro da aposentadoria.
O terceiro foi uma ligação de uma suposta agência de investimentos.
“Comecei a ver que era bom. Achei que era, né? Aí eu comecei e falei: vocês me pedem uma coisa, depois fazem outra. Não está certo. Eu quero meu dinheiro de volta.” Não consegui!”,
conta a aposentada.
Depois de sofrer os três golpes, Rosângela, em entrevista à EPTV, disse que está tentando voltar a confiar nas pessoas. Ainda segundo ela, após os casos, chegou a entrar em depressão.
“Estou começando a querer ficar esperta, mas tenho dificuldade para isso”, finaliza.
*Com informações da EPTV Campinas
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