A Ferrari apresentou oficialmente o Ferrari Amalfi Spider, seu o mais novo conversível de entrada. O modelo de configuração 2+2 expande a linha de esportivos com motor central-dianteiro da marca, apostando no retorno da capota de tecido para o segmento.
O desenvolvimento do conversível teve como objetivo preservar as proporções do Amalfi cupê. A opção pelo teto flexível permitiu a introdução de novos materiais de acabamento, incluindo um tecido técnico com efeito iridescente tridimensional.
Motor V8 e até 320 km/h
O longo capô dianteiro é ocupado por uma evolução do tradicional motor V8 3.9 biturbo da família F154. Entrega 640 cv a 7.500 rpm e torque máximo de 77,5 kgfm entre 3.000 e 5.750 rpm.
A transmissão é automatizada de dupla embreagem com oito marchas, banhada a óleo. Com esse conjunto mecânico, o Ferrari Amalfi Spider acelera de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e de 0 a 200 km/h em 9,4 segundos. A velocidade máxima declarada é de 320 km/h.

Na tentativa de otimizar a dinâmica em curvas e frenagens, a fabricante adotou o sistema brake-by-wire, que reduz o curso do pedal do freio, trabalhando em conjunto com o ABS Evo, tecnologia que otimiza a distribuição da frenagem em diferentes níveis de aderência.
Capota de tecido e aerodinâmica

A capota de tecido é construída com cinco camadas, com o intuito de garantir isolamento acústico e térmico equivalente ao de um teto rígido retrátil. O mecanismo com dobragem em “Z” permite a abertura ou fechamento em 13,5 segundos. A operação pode ser realizada com o veículo em movimento a velocidades de até 60 km/h.
Para gerenciar a turbulência com o teto recolhido, há um defletor de vento integrado ao encosto do banco traseiro, que pode ser acionado por botão em velocidades de até 170 km/h. Na traseira, a aerodinâmica ativa é garantida por um spoiler móvel com três configurações (Low Drag, Medium Downforce e High Downforce) que se ajustam automaticamente de acordo com a velocidade.

O Ferrari Amalfi Spider consolida a atual estratégia da marca italiana de resgatar o charme das capotas de tecido para seus modelos Gran Turismo (GT), substituindo as antigas gerações que utilizavam teto rígido retrátil, conhecidas por adicionarem mais peso ao veículo.
Interior e tecnologia a bordo

A cabine mantém o conceito de duplo cockpit, dividindo as áreas do motorista e do passageiro em células visuais distintas. O quadro de instrumentos é digital com 15,6 polegadas. No centro, uma tela de 10,25 polegadas concentra as funções de multimídia e climatização , enquanto o passageiro pode contar com um display opcional de 8,8 polegadas.

A configuração 2+2 permite o uso dos pequenos bancos traseiros por crianças ou como extensão da área de carga. O porta-malas oferece 255 litros de capacidade com o teto fechado. Ao rebater a capota, o volume útil é reduzido para 172 litros.
