Provavelmente já apareceu (ou vai aparecer) nas sua timeline um curioso robô 3D com formato fálico e que cresce sozinho com impressão 3D. O vídeo não é IA e o protótipo foi feito por um grupo de pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia, na Itália, em janeiro de 2024.
O robô bastante diferente do que costuma aparecer na robótica tradicional é batizado de FiloBot, projeto desenvolvido por cientistas liderados pela pesquisadora Barbara Mazzolai e se destaca por uma característica incomum: ele consegue se mover imprimindo o próprio corpo em 3D enquanto cresce, como plantas trepadeiras.
smart_display
Nossos vídeos em destaque
A proposta surgiu após quase uma década de estudos sobre robótica inspirada na biologia. Em vez de usar rodas, pernas ou trilhos mecânicos para se locomover, o FiloBot adota um conceito chamado robótica biomimética, que busca reproduzir estratégias encontradas na natureza. Nesse caso, os pesquisadores observaram como plantas e raízes se expandem no ambiente para contornar obstáculos e acessar novos espaços.
Uepa! Como funciona o FiloBot?
O funcionamento do robô combina sensores ambientais, algoritmos de controle e um sistema de fabricação aditiva. Na base do equipamento há um mecanismo semelhante a uma pequena impressora 3D que extrusa um filamento termoplástico. À medida que o robô avança, esse material é depositado em camadas e solidifica, formando uma estrutura em espiral que se torna o corpo da máquina.
A cabeça do robô é responsável por guiar o crescimento. Sensores de luz, gravidade e orientação ajudam o sistema a decidir para qual direção expandir. Se um lado do corpo recebe mais material durante a impressão, a estrutura se curva na direção oposta, permitindo que o FiloBot contorne obstáculos ou se aproxime de fontes de luz, imitando o comportamento de plantas que buscam apoio ou iluminação.
Tirando as piadas, ele é funcional pra caramba!
)
Uma das vantagens desse modelo é a capacidade de explorar ambientes complexos sem depender de trajetórias previamente calculadas. Como o corpo é construído durante o avanço, o robô pode se adaptar ao terreno, atravessar espaços estreitos ou até criar estruturas que o sustentem quando não há apoio ao redor.
Pesquisadores apontam que tecnologias desse tipo podem ter aplicações em áreas como operações de busca e resgate, exploração de ambientes perigosos ou até missões espaciais, onde transportar grandes estruturas prontas pode ser inviável. Sistemas capazes de “crescer” e se adaptar ao ambiente poderiam reduzir o peso das cargas e ampliar as possibilidades de exploração.
Por enquanto, o FiloBot ainda funciona conectado a uma base que fornece energia e material para impressão, mas a equipe já estuda formas de torná-lo mais autônomo no futuro. A ideia é que versões mais avançadas possam operar por longos períodos e em locais de difícil acesso. Curte acompanhar descobertas curiosas? Cola no TecMundo para explorar outras matérias, vídeos e podcasts.

)