
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu na quinta-feira (19) as críticas feitas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por supostos ataques a evangélicos no enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói.
No Instagram, a ministra publicou um vídeo em defesa de Lula, destacando que as acusações fazem parte de uma estratégia eleitoral já utilizada pela extrema-direita em 2022, com “muito oportunismo e hipocrisia”, para tentar desgastar a imagem do presidente.
“Esse tipo de abordagem mentirosa é a mesma que usaram na campanha de 2022. Praticamente as mesmas pessoas, os bolsonaristas, diziam que Lula perseguiria igrejas e pastores, criaria banheiros unissex nas escolas, e não houve nenhum”, afirmou. “É gente dissimulada e mentirosa, que tenta manipular a fé alheia”, concluiu.
Gleisi ressaltou que Lula “nunca admitiu discriminação, intolerância ou manipulação da religiosidade para obter vantagem política” e afirmou que o presidente, por meio de programas sociais, mudou a vida de famílias brasileiras e garantiu a liberdade religiosa.
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“Se querem falar a sério sobre família e religiosidade, é bom se voltar para a vida real. É nela que se comprova como os governos do presidente Lula cuidam das famílias e respeitam a fé de todos”, reforçou.
A apresentação mencionada, ocorrida no domingo (15), tem sido alvo de questionamentos e críticas de parlamentares e líderes religiosos, que acusam a escola de promover campanha antecipada para o presidente. A principal alegação é de que o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” extrapolaria o caráter cultural do evento em ano eleitoral.
O desfile também foi criticado pela alegoria que retratava famílias conservadoras dentro de latas de conserva. Na mesma alegoria, apareceram ainda figuras associadas a evangélicos, militares e mulheres brancas.
A repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói motivou partidos e parlamentares da oposição a estruturarem uma ofensiva na Justiça contra o presidente Lula. A oposição já anunciou ao menos 12 ações contra o petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Ministério Público e em outros órgãos de controle.
As medidas se concentram em três principais acusações: propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e econômico e discriminação religiosa.
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