O Honda Super-One, novo subcompacto elétrico da japonesa, chega às linhas de produção praticamente sem abrir mão dos traços exibidos nos protótipos. Ao contrário da comum prática de se “suavizar” o visual dos carros-conceito, ele revela que, desde o início, sempre foi a versão final com uma interessante mescla entre modernidade e ares de nostalgia.
Baseado no Honda N-One, o elétrico adota para-choques exclusivos, apliques que alargam os para-lamas e rodas de liga leve de 15 polegadas, estas inspiradas em desenhos de quatro raios típicos dos anos 1980.

A dianteira remete ao Honda e, primeiro compacto elétrico da marca, com faróis redondos interligados por uma faixa escura. Atrás, as lanternas verticais parecem “vazada” pelo elemento central. A tampa do porta-malas é grande e incorporada ao para-choque, ficando suscetível a pancadas.
O tom de roxo Boost Violet Pearl será exclusivo do modelo e se estende a detalhes internos, como grafismos do painel e o botão “Boost Mode” no volante. O interior traz bancos esportivos com encostos fixos e acabamento em três tons (cinza, azul e branco), além de quadro de instrumentos digital de sete polegadas e sistema de som Bose, com oito alto-falantes.

A marca ainda não divulgou dados técnicos oficiais, como de capacidade de bateria e autonomia. Informações antecipadas pela divisão de Singapura, no entanto, indicam que o modelo terá um motor elétrico de 95 cv e 16,52 kgfm. Os números o colocam ligeiramente acima do BYD Dolphin Mini, de 75 cv, e no mesmo patamar do BYD Dolphin, também com 95 cv.
No Japão, o Honda N-One e: utiliza um motor de 64 cv para atender às regras de kei cars, e uma bateria de 29,6 kWh, com autonomia declarada de 295 km. Já o Super-One, além da potência superior, será mais leve, com cerca de 1.100 kg – em torno de 20 kg a menos que o Dolphin Mini e 415 kg abaixo do Dolphin.

