O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, identificou um caso de contaminação pela bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae pan-resistente), na última quarta-feira (11). De acordo com a Prefeitura da cidade, o paciente contaminado estava na UTI 1 (Unidade de Terapia Intensiva) e, além dele, outros indivíduos foram identificados com microorganismo multirresistentes.
A KPC é a mesma bactéria identificada em sete pacientes do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, no começo desta semana.
Ainda segundo a Prefeitura de Americana, o paciente identificado e outras pessoas na UTI 1 estão em isolamento por 48 horas. Além disso, a ala segue temporariamente fechada para novas admissões. Por sua vez, a UTI 2 passou a receber apenas pacientes sem colonização por microrganismos multirresistentes.
“O hospital reforça junto às equipes a importância do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção e controle de infecção, incluindo higiene de mãos, precauções de contato e limpeza adequada de equipamentos e ambientes.
O HMA destaca que segue rigorosamente os protocolos clínicos e de prevenção e controle de infecções vigentes e mantém-se atento e comprometido com a segurança de todos os pacientes e profissionais”, disse a Prefeitura em nota.
O que é a bactéria KPC
A KPC faz parte de um grupo de microrganismos que apresentam alta resistência a antibióticos. Por isso, é frequentemente chamada de superbactéria.
Esse tipo de microrganismo produz uma enzima capaz de neutralizar diversos antibióticos, especialmente os mais utilizados no tratamento de infecções bacterianas graves.
No Brasil, a presença da KPC foi identificada no início dos anos 2000. Desde então, surtos são registrados ocasionalmente em hospitais e outras unidades de saúde.
Como a superbactéria surge
Segundo o infectologista Plínio Trabasso, o surgimento dessas bactérias resistentes está relacionado ao uso prolongado de antibióticos potentes em ambientes hospitalares.
“Elas vão se tornando resistentes aos antibióticos que a gente vai utilizando e por isso elas são mais prevalentes nesse próprio ambiente. É muito importante fazer o controle da disseminação, inclusive, porque o tratamento é dificultado”, explica.
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Quais são os sintomas
De acordo com Trabasso, as infecções associadas à KPC podem se manifestar de diferentes formas, sendo as mais comuns:
- Infecção da corrente sanguínea (sepse);
- Pneumonia;
- Infecções do trato respiratório;
- Infecção urinária (menos frequente);
- Infecções em feridas cirúrgicas.
Como ocorre a transmissão
A KPC não representa um grande perigo à sociedade, mas pode agravar a saúde de pacientes hospitalizados com imunidade debilitada, especialmente aqueles internados em UTIs.
A transmissão pode ocorrer:
- Pelo contato com fluidos de pessoas infectadas;
- Por meio de equipamentos hospitalares, como ventiladores mecânicos, cateteres e sondas;
- Por falhas na higienização e desinfecção de ambientes hospitalares, o que pode gerar a chamada transmissão cruzada entre pacientes;
- Infecções fora do ambiente hospitalar também podem acontecer, mas são consideradas raras.
Como prevenir
O infectologista destaca que medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão.
Para a população em geral, a recomendação é higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou álcool em gel, especialmente após contato com outras pessoas.
Já para profissionais de saúde, o controle depende do cumprimento rigoroso dos protocolos de higiene e segurança hospitalar.
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