O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, no Parque Itália, em Campinas, confirmou nesta segunda-feira (16) mais dois casos de pacientes contaminados pela bactéria multirresistente KPC. Segundo a Rede Municipal, os indivíduos estão há mais de sete dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Adulto, ou seja, antes do fechamento da ala e do plano de contingência do hospital para interromper o surto de KPC.
“Os resultados dos exames que confirmaram as novas infecções saíram antes que eles fossem transferidos para uma ala de UTI contingencial apenas para pacientes sem a bactéria que foi criada dentro do hospital”, disse o Mário Gatti em nota.
O hospital anunciou o surto de KPC na última terça-feira (10), quando suspendeu novas internações na UTI Adulto. Até o momento, já foram confirmados nove pacientes infectados e nenhuma morte.
“A medida provisória foi adotada de forma técnica para garantir maior controle epidemiológico e segurança no cuidado. A previsão de normalização do atendimento da ala continua entre 20 e 30 dias”, afirmou.
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Outras medidas
Além disso, os pacientes contaminados com a bactéria estão sendo mantidos em um salão da UTI do hospital, com equipe exclusiva para eles. Já as outras pessoas que estavam na ala foram transferidas para leitos de mesma complexidade da UTI contingencial.
Ainda de acordo com o Mário Gatti, novos pacientes que precisarem de UTI serão transferidos para leitos no Hospital Ouro Verde ou para vagas em outras unidades hospitalares. Tanto a central quanto o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) já foram orientados a não encaminhar indivíduos com necessidade de UTI para o Mário Gatti.
“Outras medidas já vinham sendo adotadas, como limpezas terminais de leito, intensificação de higienização de mãos e treinamentos para equipes de higiene e limpeza. A situação está sendo acompanhada continuamente pelas equipes técnicas, e as medidas serão mantidas até a completa estabilização do cenário assistencial”, completou a nota.
O que é a bactéria KPC
A KPC faz parte de um grupo de microrganismos que apresentam alta resistência a antibióticos. Por isso, é frequentemente chamada de superbactéria.
Esse tipo de microrganismo produz uma enzima capaz de neutralizar diversos antibióticos, especialmente os mais utilizados no tratamento de infecções bacterianas graves.
No Brasil, a presença da KPC foi identificada no início dos anos 2000. Desde então, surtos são registrados ocasionalmente em hospitais e outras unidades de saúde.
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